"A minha intimidade? Ela é a máquina de escrever. " Clarice Lispector

"A minha intimidade? Ela é a máquina de escrever. " Clarice Lispector

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Só poesia



Meu professor
me deu uma equação
e resolvi com primazia.
Mas quando disse:
_ Amanhã,
resolva o mundo!
Faltei a aula
do outro dia.
Eis no que deu!
Agora é tarde...
Só poesia...

(Raquel Amarante)

P.S: Editando poesias antigas.

Canção Excêntrica - Cecília Meireles

Canção de Cecília na qual mais me contemplo:



Ando à procura de espaço
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
protejo-me num abraço
e gero uma despedida.
Se volto sobre meu passo,
é distância perdida.
Meu coração, coisa de aço,
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
- saudosa do que não faço,
- do que faço, arrependida.

Cecília Meireles. Obra Completa. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 2001.V.I e II.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Moonlight Sonata n. 14 Adagio sustenido - Beethoven




Acalma o verso
sob o universo
absorto
imo e torto.
Entro em transe
e a porta range
a vida é veloz lá fora.

Vozes mesclam-se
e o tempo
parado
na superfície da pele.
Tudo me impele
à permissividade
deste silêncio.

A existência cava buracos
no instante eterno
e a cinestesia acontece
para outros momentos.

Raquel Amarante 2011*

Consumo e honorários

Minha grama é um capim.
Minha grana é um capim.

Raquel Amarante N. 2009*

Quando se ama

Mesmo em Montes Claros
quando se ama
tudo é belo horizonte...


Montes Claros - MG


Academia

Os doutores são bons em ignorar
o que eles não sabem.
Os leigos são bons em ignorar
o que eles sabem.
Os estudantes são bons (...)
os estudantes ainda não são bons em nada...

Raquel Amarante N. 2009*

RECALQUE


Tudo está nú,
exceto o que motiva o nú.
Raquel Amarante 2009*

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A Psicologia (que aprecio...)

























Vislumbra cores, sons e seres
Toca os inexatos saberes
Trata do outro e do outro
Não os limita, reflete o meio.
Singulariza a experiência
Pluraliza fazeres
Faz Ciência... Literatura...
Possibilita...
Não cura.
Emerge do convencional
No marginal se consolida
É duas, três ou mais...
É vida pra quem a ela vai
e pra quem nela c
                           a
                             i
                                . ponto de par ti da...

Raquel Amarante 2011*


As pessoas que admiramos



Num movimento SanFÔniCO
APARECEM e somem
Aproximam...
                        .  .  .  Afastam

Deixam o ambiente                  externo
       
          Per          ma
                   fu          do...

E ointerno
          vazi( )  nas la_cu_nas deixadas
pela metáfora lançada que nos inquieta
pela essência comum com a qual identificamos
pelo silêncio que notamos quando não estão...
pelo sentido que semeiam na ilusão.

Raquel Amarante  2010*

Céu


Muitos querem chegar                                                                    LÁ
                                                                                                       LÁ 
                    
nunca é aqui!
                                                                                                      LÁ
                                                                     é aqui!
                                             aqui!
mas nunca aqui!


Raquel Amarante 2009*

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

TPM




Você sabe o nome do carnaval oba oba fora de época de Mirabela?

_claro, deve ser oúltimoeventoparaeuvisitarnomundo.


Raquel Amarante *2009

Ginástica poética



Recomeço no verso
pra ver se a vida
vira ao avesso,
dá salto mortal
                                       pra frente carpado]
e eu experimente
um pouco de poDIum.

Raquel Amarante (11/1/11)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Limite.



A criança
no papel
desenha
o limite.
Seu limite
é o céu,
alaranjado
da cor do eu
expresso e livre
no rabiscado.

Raquel Amarante

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ato Falho



Assumamos nossos erros
enquanto Freud ainda explica.

Raquel Amarante N.

Triste destino




Todo mundo nasce bom

aí vem um sistema

coloca todo mundo num tabuleiro

e classifica:

Uns como peões

outros como cavalos

alguns como torres

outros como bispos

uns como rainhas

outros como reis

e o pior,

alguns como atleticanos!

Raquel Amarante (2009)

Poesia Feminina I



Diante dos olhos
desfila a vida
como se fosse a última
passarela
quebrar o salto
faz parte dela.
Erguer-se e começar novamente
é de todo prudente
porque quanto mais saltos quebrados
mais gastos com sapatos.

Raquel Amarante (2007)

Ressaca do Amar



Amar
e ser
um ser
sensível feito o mar
que embarca toda gente
mas que num enfurecer
não mede e atira o que sente
agride até suas margens.

Raquel Amarante  2009*


Uma compradora apenas



Uma compradora apenas
se aproxima
toca
sai com o produto na mão
reza o vendedor
que outra cristã veja
uma outra nota,
A loja lota.

Raquel Amarante



terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Malthus Literatura



do is
qu a t ro
s    e    i   s
o       i        t     o
românticos
simbólicos
modernos
contemporâneos
E eis a fartura.
o desperdício!
O torpor do vazio existencial de cada folha de papel
O sabor niilista da falta de tempero.
A quantiliteratividade.

Raquel Amarante N. (2009)

Ego non sum, sed sum

Eu vim ao mundo
sem nota fiscal
sem manual de instrução
Mas sou mais que especial
Sou imagem de Deus na criação.

Raquel Amarante N. (2007)

Clariceando


Clarice
Mulher
Sua prece
Não é prece qualquer.

Clarice
Seu nome
Não é nome de santo
Mas transversalmente  
Salvífico.

Clarice
Clara, sua tez
Rara, sua insensatez 

Mas, Clarice
De toda tua incompreensão
Compreendo
Sou parte desta desorganização 
Sou também de tua mão espectro
Espectadora
Lispector.

Raquel Amarante N.

Fator alcansável



Uns venceram pelas circunstâncias
Outros pelo talento;
A maioria,
Pela insistência.

Raquel Amarante N.

O conhecimento


O conhecimento
assíduo
ácido
tácito
perpétuo
se comunica
comigo.
É pequeno,
mas amigo.
É veneno,
explosivo.
No papel,
no pensar,
no fazer,
o conhecimento
me faz crer
no impossível.
O conhecimento
se alimenta
do meu abismo.


Raquel Amarante N.

Desconfiança



O galo me acordou?
Ou será que foi uma galinha
Com crise de identidade!
O amor me arrebatou?
Ou será que foi a paixão
Se fingindo de donzela!
_ Não sei mais em quem confiar ...
Já não se fazem absorventes como antigamente!

Raquel Amarante (2005)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Não se traduza um eu num momento



Poesias desenham os momentos
que vêm e vão...
Mas sabe quem escreve
que momentos morrem
poesias não.

Raquel Amarante

Arte da dúvida



Não sei se o amanhã virá
Não sei se ontem foi o dia
Não sei se a lua me trará
Aquele que eu amei um dia

Não se é apenas o começo
Não sei se já estou no fim
Não sei por isso eu deixo
O tempo resolver pra mim

Não sei se estou errada
Não sei ainda o que é certo
Sei que estou apaixonada
mesmo com o coração deserto

Não sei o que será de mim
Não sei o que há adiante
Não sei se deve ser assim...
A dúvida em mim é constante


Raquel Amarante *2004

sábado, 8 de janeiro de 2011

Canções do Varal

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