"Quem medirá o calor e a violência do coração dos poetas, quando capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?" Virgínia Woolf

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Clariceando


Clarice
Mulher
Sua prece
Não é prece qualquer.

Clarice
Seu nome
Não é nome de santo
Mas transversalmente  
Salvífico.

Clarice
Clara, sua tez
Rara, sua insensatez 

Mas, Clarice
De toda tua incompreensão
Compreendo
Sou parte desta desorganização 
Sou também de tua mão espectro
Espectadora
Lispector.

Raquel Amarante N.

3 Comentários:

Anônimo disse...

Então é Perplexidade toda a Incompreensão do que Compreende revolvendo sensações "cinestéticas" (seria esta a palavra?) da mão da autora, Espectro, a sua aguda leitora, Espectadora... Clariceando...

A sua atitude de Perplexidade perante Clarice Lispector você me revelou nos comentários de outro poema, que me faz retornar a este, para com mais cuidado ir aprendendo e apreciando o espectro, barbaramente, clariceando...

Raquel Amarante disse...

Excepcional sua compreensão...
Exatamente* Claro, exatamente nunca é tão exato.
Seria Cinestésicas*

Abraço.

Anônimo disse...

Kel! (é Kel msm..rs)
Dinamicamente incrível!
As palavras inquietas não se calam, são fortes e escalam, falam e se fazem ser. Sua poesia pulsa, viva, alegra e chora. Tudo ao mesmo tempo e em seu devido lugar. Sedenta de acontecer.Acabo de ler um dos seus poemas. Os sentimentos extrapolam e tocam a alma. Nesse momento, sorrio... =D
{...Feliz Dia de Ação de Graças.. Hasta La vista..}
Grande abraço minha amiga =D

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