"Quem medirá o calor e a violência do coração dos poetas, quando capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?" Virgínia Woolf

sexta-feira, 18 de março de 2011

Carta não enviada nº 8 - Vossa magnificência



Valentina,

O que permeia minha mente quando lhe escrevo é toda a falta de intimidade com a sua pessoa. Não comecei esta carta com pronomes de tratamento, pois sempre quis quebrar as barreiras da conveniência. Há um interstício, sim, entre a sua fala hermética e minha indagação pouco formal. A gente é tão diferente... E tão igual.

Era tudo o que eu queria dizer a você...

Stella
 

6 Comentários:

Anônimo disse...

Qualquer pronome de tratamento soaria de formalidade ignóbil, sem a menor valentia.
Nada a Valentina.
Ah, essas duas amigas, parece que não há entre elas o mais pueril pronome pessoal, mas o que elas não sabem é que, uma e outra são mercê, ou melhor, vossa mercê de cada uma.
Estas amigas quejandas. [...]

Raquel Amarante disse...

rsrsrs
Ela não dá trégua de seu poderio...

Anônimo disse...

Mais uma magnificência distorção: Pode-se dizer que uma é da outra o seu poderio amigo.
Stella, ela é a seu irritante interstício de hermética intimidade, mas tem valência, sua valente amiga Valentina.
Valentina, por outro lado, ela é pra vc toda diferença e falta de intimidade, não obstante isso vc não perceba, justamente por não perceber isso, ela se faz em sua vida uma amiga Stella guia. [...]

Raquel Amarante disse...

rs
Curti!

Anônimo disse...

Então curtamo-nos solenemente sem um tratamento pessoal de pronome intimidade:
Eu? Stella!
Tu? Valentina!
Ela? Raqu...
(...)! Anôn... ?

Raquel Amarante disse...

OK!

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