"Quem medirá o calor e a violência do coração dos poetas, quando capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?" Virgínia Woolf

sexta-feira, 18 de março de 2011

Extraído de “Amor na contramão”



E quando a presença se fizer ausente
na lápide do descompasso vital
reinarás em tua mente
celestes lembranças,
porque o amor é livre e latente,
ave que bem alto, na imensidão, se lança,
Mas a saudade é persistente,
num simples passo o alcança.


Raquel Amarante

Ano: 2007

5 Comentários:

Anônimo disse...

Este "Amor na contramão" é belo demais e além da minha compreensão,
assim não lhe poderei macular com um
[comentário
meu aceno de mão,
carona que ele me não dá na sua contramão.

Apesar da minha obtusidade, posso sentir que suas idéias são lancinantes. "Presença" e "Ausência"; "Amor" e "Saudade".
O "eu-lírico" raqueliano parece ser pródigo em coisas do amor.

Raquel Amarante disse...

Ai que comentário gostoso de ler..
É... Nós mulheres e nossos versos repletos de sentimentalismos...
Aliás, desta coisa que chamamos de versos...
Como diz Drummond...
"Todos os dias agora aparecem antologias, e então aparecem 200 poetas, geralmente mulheres. E impressionante o número de mulheres que pensam que fazem versos."

Anônimo disse...

Gostaria de pagar a tua lembrança de Drummond, sobretudo a tua menção às mulheres, com uma quadra que faça honra as referidas citações e temas sobre essas coisas chamadas "arbitrariamente" de versos pelas mulheres.
Não tenho por enquanto, mas ao menor sinal, compartilho-a "contigo".

Raquel Amarante disse...

Ahh.. Perfeitamente..
Aguardo...

Eraldo Paulino disse...

Engraçado ler essas coisas... vivo um momento saudosista da vida. Momento de distâncias dolorosas.

Curioso. Providencial. Lindo.

Bjs!

Postar um comentário

Você pode fazer comentários mesmo sem ter uma conta do Google ou sem ter um site. Basta clicar em Nome/URL, colocar seu nome e comentar. Sejam bem vindos! ;)

Seguidores

Canções do Varal