"Quem medirá o calor e a violência do coração dos poetas, quando capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?" Virgínia Woolf

quinta-feira, 10 de março de 2011

NA BALADA



Eu vejo gente em CAPS LOCK
eu vejo gente “a última bolacha do pacote”
eu vejo gente por apenas R$9,99
eu vejo gente de graça
eu vejo gente sem graça
eu vejo gente só a cachaça...

eu vejo gente só a cachaça...

eu vejo gente só a cachaça...

E eu não to vendo mais nada.
Tô preferindo ver gente morta.


P.S: *No bom sentido, é claro!

Raquel Amarante N.

11 Comentários:

Anônimo disse...

KKKKKkkkkkkKKKKKK

Quanta sensibilidade e criatividade formidáveis, hein?
Admirável a técnica com que você trabalha o termo "cachaça", fazendo-o ganhar em força gradativamente expressiva-sugestiva ao longo dos versos, superando e muito quaisquer enlevos de aliterações. Seu desenvolvimento vai traçando leituras de forte teor, ao que parece, "psicodélico" e "hipnotizador" que chega ao final com clímax de um poder "imagético"... -se é que existe esta palavra -.

O conteúdo do poema também é digno de bravas considerações, as suas reflexões sobre alguns comportamentos de tipos humanos e mensagem, que fica subentendida, sobre a responsabilidade/moderação da vida tocante ao consumo do "néctar" etílico são exemplares.

Reverencio-lhe devolvendo com muito gosto toda a admiração de perplexidade e "ódio" que os seus poemas me inspiram, e em verdade, somente eles a isso aspiram.

Não devo mais lê-lo em hipótese e situação nenhuma, pois este poema não oferece uma apreciação moderada e seu efeito é devasso, não encanta, ao contrário, causa alucinações deixa seu leitor inebriado, perdidamente é-bri-o...

P.S.: "Te odeio" II, juntamente com os grandes autores. rsrs.

Anônimo disse...

KKKKKkkkkkkKKKKKK

Quanta sensibilidade e criatividade formidáveis, hein?
É admirável a técnica com que você trabalha o termo "cachaça", fazendo-o ganhar em força gradativamente expressiva-sugestiva ao longo dos versos, superando e muito quaisquer enlevos de aliterações. Seu desenvolvimento vai traçando leituras de forte teor, ao que parece, "psicodélico" e "hipnotizador" que desfecham-se a sensação de um grande clímax de poder "imagético"... -se é que existe esta palavra -.

O conteúdo do poema também é digno de fartas considerações, as suas reflexões sobre alguns comportamentos de tipos humanos e a mensagem, que fica subentendida, sobre a responsabilidade/moderação da vida tocante ao consumo do "néctar" etílico são exemplares.
Em resumo, poema bravo.

"Questão de Justiça": Reverencio-lhe devolvendo com muito gosto toda a admiração de perplexidade e "ódio" que os seus poemas há muito me inspiram, e em verdade, somente eles a isso aspiram.

Não devo mais lê-lo em hipótese e situação nenhuma, pois este poema não oferece uma apreciação moderada e seu efeito é devasso, não encanta, ao contrário, causa alucinações deixa seu leitor inebriado, perdidamente é-bri-o...

P.S.: "Te odeio" II, juntamente com os grandes autores. rsrs.

P.S.II: Releve este comentário duplicado, é que o estado inebriado(justificadíssimo por sinal!) no qual eu me encontrava quando escrevi o primeiro não me permitiu ter condições de tê-lo feito razoavelmente são.

Raquel Amarante disse...

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Ai que droga! É um ódio mútuo!

"Néctar etílico" Adorei!

-Comentário magníficamente duplicado-

Olha só quem vêm falar em criatividade...

"psicodélico" e "hipnotizador"?
Nossa, que surpresa...

Vou parafrasear Caetano: "Tudo de bom que você me faz (com seus comentários, sempre autênticos)
Faz minha rima ficar mais rara"

E também "Põe um sorriso na minha cara" =)

Sua presença é absolutamente desejável e esperada...

Roberto disse...

Raquel! Não é de mim q vc está falando não né? kkkkkkk

Anônimo disse...

Acolho feliz sua citação de Caetano parafraseada, mas seu efeito mais poderoso é realçar, em absoluto, a sua rima, e amenizar a secura do meu comentário. - O seu sorriso é um bônus inestimável -.

Sim, repito, sua composição é fantástica. E aqui, eu tento retificar algo que escrevi sem muito cabimento ao separar forma e conteúdo do seu poema. Retifico-o considerando que sua forma é inerente ao conteúdo, e este transborda-se em imagens e significados na própria forma. E vemos isto a começar pelo título que tem uma certa visão distorcida, replicada e ambígua tal qual os olhos de um bêbado: "Na balada" e/ou "N' Abalada".
E sua ambiguidade, ou seria desdobramento-se e cambaleando-se, segue verso afora:
"eu vejo gente só a cachaça..."

Obs.: Peço-te que desconsidere o comentário antes mesmo de fazê-lo público, pois veja por si mesma quanto é "tonta" minha crítica literária. Contudo, pior que isso é quebrar uma promessa e voltar ao poema pra fazer outro comentário. Seu poema é mais forte, as "recaídas" são inevitáveis...

P.S.III: Sobre "ódio mútuo", só acho que isso um dia terminará em guerra poética mutuamente declarada e encarniçadamente travada por nós, mas sumariamente vencida por você. Seu arsenal bélico é de inexpugnável poesia.

"Tremulo já minha bandeira branca."

Raquel Amarante disse...

Robert, não foi pra você, mas poderia porque , afinal, né...rs

Raquel Amarante disse...

"Na balada" e/ou "N' Abalada"
A-do-rei!


"Tremulo já minha bandeira branca."
KKKKKKKKKKKKKKK

Desconsiderar o comentário?
Bien sûr que non!
Seus comentários tem o frescor do orvalho.. Como eu adoro...

Anônimo disse...

Mas é porque este orvalho é frágil e efêmero, pois mal chega o sol, ainda leve e morno, e todo o frescor de orvalho é evaporado.

Raquel Amarante disse...

Evapora pra cair de novo, outrora...

Anônimo disse...

... a cair outrora,
na aurora da noite nova?

Raquel Amarante disse...

Por certo que sim...

Postar um comentário

Você pode fazer comentários mesmo sem ter uma conta do Google ou sem ter um site. Basta clicar em Nome/URL, colocar seu nome e comentar. Sejam bem vindos! ;)

Seguidores

Canções do Varal