"A minha intimidade? Ela é a máquina de escrever. " Clarice Lispector

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sábado, 9 de abril de 2011

Carta não enviada nº 11 - Ausência Inominada



O ar está rarefeito, ou é o efeito da síndrome de abstinência total da tua presença? Ao certo não sei lhe dizer o que sinto, também sou uma dúvida nos sentimentos. Você, nem imagem tinha... Imagem não é nada mesmo... Não era preciso ser alguém, ser visível, identificável... Não é preciso nomear as estrelas... Elas brilham e basta! Belamente iluminam noites inteiras... Espero que a nuvem que transpôs seu brilho, retirando-o (a) do meu campo atentivo, se vá logo, e logo, logo te tenha aqui de novo comigo, amigo (a).

Stella

10 comentários:

  1. Stella,
    A leitura desta história de ficção da sua 'carta nº 11' tomou-me, posso assim dizer, por inteiro, de uma real sensação tenra e bela. Mas, se pudesse, diria mais... diria até mesmo que sua folha guarda linhas que por sua vez aconchegam entrelinhas que emanam, revelando e ocultando, uma lembrança, quiçá, 'pessoal', pois tão verdadeira que parece ser. Graça cativante de uma carta que viaja sem tino, e que diretamente atinge seu destino anônimo, obstante anonimadamente. E pujantemente, seu recado é identificável, mortal, sincero, de uma beleza indecifrável...

    Obrigado, Srtª. Stella, pelo prazer desta emoção. Só mesmo o brilho ameno das tuas estrelas, ou menos, um tímido mas esperançoso raio de sol dos teus escritos em um dia penumbroso para abrir uma nesga de luz entre as nuvens, entrevendo o céu da sua poesia...

    Obrigado mais uma vez, se não é que faço uma má interpretação da tua carta, mas é que, às vezes, ausência inominada faz-me confundir ficções e realidades...
    E só pra lembrar, sempre estive à espreita dos teus varais...

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  2. rsrs

    Nem sei o que dizer...

    Talvez melhor eu ficar em silêncio, seja muito bem vinda(o) novamente minha estrela sem nome!

    Abraço

    Stella

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  3. Eita...

    Só aparece com apelos de Stella...


    Raquel

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  4. Grato (a), grata (o) e exultante, porém, sem mais palavras. Pois há um momento em que a gratidão, fruto sorvido em razão da "carta não enviada" depara-se, finitamente, com seu próprio limite, não ser maior que o talento extraordinário da autora em sua cúmplice magia com as palavras.
    Mas, "eita", "eita", "eita", vejam só! Ah, Stella, por que tanta generosidade em esmerar "estrelas, nuvens e ar rarefeito"? ...
    Mais uma boa surpresa, um mimo que tanto pode colorir os olhos, ou não, passando despercebido, mas em caso de sim torna-se mais um traço sutil que revela sua fineza e perspicácia do seu espírito, a imagem do "Fazendeiro do ar" encimando a carta. Como se do alto do do esplêndido portal o poeta fosse um dos seus mais sublimes protetores, guardando-o e abrindo-o, mensageiro de uma encantada "Carta não enviada"...

    Como foi que soube que anônimos inominados ausentes lêem os poetas fazendeiros do ar?

    Eita, eita sem fim. Escuse-me, mas é que toda essa verborragia era somente pra agradecer mais uma vez.

    Abraço.

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  5. rsrsrsrs
    Adoro a sua "verborragia"...

    Seu anonimato tem sido sinônimo de invisibilidade.. rs

    Como adoça minha vida ter sua palavra engenhosa clariciana consubstanciada novamente neste varal...

    Exulto de alegria!!!

    Grande bjo

    Raquel

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  6. "O ar está rarefeito, ou é o efeito da síndrome de abstinência total da tua presença?"...

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  7. Para a nooooossaaaaa alegria!!!

    E sejas mais uma vez bem vinda aos teus varais que com tanta arte nos coserdes neles, que neles estamos já pendentes e íntimos de um sagaz mote de psico falo recalque crítica neomarxista revelado na centelha de uma avassaladora treva lispecta que liricamente se vai clariceando em sua palavra poética, amiga poetisa...

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  8. Que saudades!!! :)
    Te ler é mais prazeroso que escrever..

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  9. Não é não. E disso discordo de você em sentido absoluto, pois acho mesmo que somente o talento generoso e algum olhar compassivo dos escritores para com as leituras tão tortas de alguns de seus leitores são o que, em verdade, propicia declarações tão doces quanto descabidas como a sua, querida poesia.

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