"Quem medirá o calor e a violência do coração dos poetas, quando capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?" Virgínia Woolf

domingo, 10 de abril de 2011

Surfistinha


Pai,
poupe-me do imperativo!
Minha palavra é livre...
Quase puta
na esquina
rodando bolsinha!
Dou
porque não tenho pretensão
que ela seja só minha.
Deixai que ela fique
de quatro
pra ver o mundo num ângulo reto.
Porque meu ser em palavra
é um ser complexo!

*Mas sem o tal de Édipo!

Raquel Amarante N.

17 Comentários:

Alê disse...

Imperativa... Que forte,

Fred Caju disse...

Muito bom! Gostei bastante, Raquel.

Thami Silva disse...

Raquel, querida
Que poema ótimo, chocante, inteligente ! Dorei !

Beijos... ótima semana ! =)

Úrsula Avner disse...

Oi Raquel,

gostei do estilo peculiar e criativo da sua escrita. O blog é bonito e interessante... Grata por sua presença em meu cantinho e interesse em acompanhar meu trabalho. Seja sempre bem vinda aos meus espaços poéticos. Um abraço.

Úrsula

Evanir disse...

Estou conhecendo seu blog hoje creia amei suas postagens e ja estou seguindo você.
Gostaria muito de ter sua amizade ,
pois a minha você ja tem.
Uma linda semana beijos,,Evanir.
www.aviagem1.blogspot.com
E
www.fonte-amor.zip.net

Falando com Gabi disse...

Muito bom
ótimo poema :)

Roberto disse...

Enfim, a Pata Preta de Raquel Pacheco brilhou em o "Lago dos Cisnes"... (pelo amor de Deus, não se mate!) rsrsrsrs

R.B.Côvo disse...

Achei muito bom. Abraço.

Fred disse...

Girl power!!!!!
É isso aí!!!! Hehehe!
Adorei encontrar teu comment e pode ter certeza que tem muita TPM no mundinho masculino!!!! Hehehe! Bjz!

Karine Melo disse...

Adorei seu blog.. Lindo!

Raquel Amarante disse...

Agradeço a visita de todos!!!
Muito bem vindos novamente!!

Elcio Tuiribepi disse...

Oi Raquel...a gente vai lendo e acaba até esquecendo que você está falando da palavra...de repente achei pesado o poema, apenas uma distração, mas ele é livre,assim, feito as palavras que saem da alma
Um abraço na alma
Bjo

Anônimo disse...

Surfistinha, não me arrisquei subir em sua prancha,
medo de afogar-me nas águas
molhar-me e sentir o sal ardente a queimar das suas águas,
pois era cada palavra...
desbocada, despudora, debochada
[palavrinha, palavrão!...

Oh, Surfistinha, subi sim, contigo em sua prancha!
pegando cada onda,
sua louca palavra deslancha...

Mas, onde? Como? e Por que?
No mar das palavras, ó Surfistinha,
neste mar infinito que abraça e se confunde com o horizonte,
tranquilo, profundo, furioso...

Surfa, surfa, surfa, ó Surfistinha
no seu balé impúdico de bailarina suja e encantadora em alto mar, lançada no mar,
tal qual a mais pura oferenda à Iemanjá...

Surfa, surfa, surfa, ó Surfistinha
tirando onda
na crista da onda
do seu mar
desbocado, despurado, debochado
[livre e complexa no canto de sereia fascinante da sua palavra...

Oh! Pois não é que a tua p* palavra
rodando bolsinha
nas ondas do grande mar
era apenas a doce sina,
simplesmente e tão somente,

da palavra em pureza...

Raquel Amarante disse...

NOOOSSAAAA!!!!
A DO REI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
GentEE, tô besta!
Genial caro anônimo, genial!!!!
Queria até postar, permite?
E você tem toda razão!!!!!
Há esta dicotomia barroca
Pureza X Impureza na minha expressão mesmo...
Tem um ar de clarividência em tudo que você enuncia...

Grande Abraço.

Raquel

Anônimo disse...

Hummm...
Ora, dona Raquel, que idéia e pedido mais estapafúrdios! Hein!?
Recebo-os, entretanto, maravilhada, por mais estapafúrdios que possam ser - e são!, seus desejos - e com muita honra este pedido, - ou seria privilégio?
Entrevejo, contudo, que sua tarefa será árdua e de resultado bem próximo de ser sem fruto, transformar aquele pandemônio de palavras em algo que lembre um poema. Mas, arrisque-se mesmo assim, tem minha plena permissão, pois confio em seu fino e competente labor de poetisa pra conseguir verter aquele amontoado em algo legível. Vá, pois, faça correr a sua pena, e fazer um simples comentário valer à pena por obra da sua purificação estÉTICA, poÉTICA...

Mas, se algo realmente vir à ser, pretensa e pretensiosamente com ar e intenção de poema, este será digno de somente estar escrito como apêndice e nota-de-rodapé do seu "Surfistinha".

Raquel, mais uma vez, obrigada, por essa honra e lembrança de tentar estender em seu varal meu pobre andrajo ao lado das suas finas peças íntimas.

Veja se não será de todo um trabalho realmente infrutífero, pois que como causará má impressão, não, retifico, causará uma deplorável má impressão aos seus leitores por contemplar um andrajo tão feio em seu vistoso varal, destoando-o. Causará indiferença, estranheza ...asco aos teus finos leitores, provavelmente.

Raquel Amarante disse...

rsrsrsrsr
Eu não aguento toda essa modéstia.. Pra quê?
Ignorarei completamente seu último 'parágrafo' do comentário acima.
Vc escreve divinamente!!!
Apreciaremos todos...

Raquel Amarante disse...

Mas como seria bom se pudesse colocar seu nome de verdade no final da poesia...
rs

Postar um comentário

Você pode fazer comentários mesmo sem ter uma conta do Google ou sem ter um site. Basta clicar em Nome/URL, colocar seu nome e comentar. Sejam bem vindos! ;)

Seguidores

Canções do Varal