"A minha intimidade? Ela é a máquina de escrever. " Clarice Lispector

"A minha intimidade? Ela é a máquina de escrever. " Clarice Lispector

domingo, 7 de agosto de 2011

Ensaio poético sobre a Liberdade na visão Fenomenológica

O fenômeno liberdade disse pra sua essência:
_ Eu não existo sem você!
A essência coerente em ser
abandonou o fenômeno,
deixou-o desolado e sem entender.
Desde então,
a Liberdade é um fenômeno,
sem sua essência de Liberdade.
Pois essa não pode prender-se,
sequer,
a si mesma.

A essência da liberdade está sempre fora dela.
E a liberdade sempre vai carecer da liberdade em essência...

(Raquel Amarante)

P.S: Trata-se da minha visão fenomenológica sobre a liberdade.

Poema de amor gestáltico

No fundo da figura-fundo
no coração desfigurado
gestaltens fecham a esmo.
[Amar e ser amado].

(Raquel Amarante)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Aliança

Eu sou uma criança
banhada a ouro
deixa eu ficar no seu dedo
para sempre.
Tira esse ferrolho do peito
e aceita.
Aceita lacrar nossas vidas
no inviolável pacote do destino.
Aceita calado feito
menino mudo.
E acata a expressão de alegria
que deve estar aí em algum lugar
do teu peito.


(Raquel Amarante)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Liquidez nº 2


_ Mas que prestativo!
_ Mas é só com você.
_ Oras, mas por quê?
_ Porque eu te amo!
          (...)
 Olhar de estranhamento.
_ Hã?
_ Namora comigo?
_ Você é louco! Eu nem te conheço!!!
_ Uá... É pra isso que serve um namoro...
_ Não, obrigada!

_Peraí, onde você vai com minhas compras?
_ Vem aqui pegar. Foi bem aqui que eu lhe ofereci ajuda, né. Tá aqui então, no chão!
_ Seu louco! Achei que era prestativo, mas... É um bruto!
_ É que eu não te amo mais!

(Raquel Amarante)

Acessem o primeiro diálogo *Liquidez : Liquidez?

Carta não enviada nº 16 - Até mais


Ian,

Como mitigar a dor de perder um amigo? Ter que abraçar as lembranças e aceitar o não mais... Onde é que você sorri agora? Como é difícil aceitar que você foi embora... Como é difícil aceitar que há espaços neste lugar que você preenchia... E de repente...
 Nossas mãos não mais se tocam. Nosso olhar não mais se encontra. Você não me enche mais o saco...
Há agora o vazio do seu silêncio... Seus dedos não mexem mais... Nenhuma palavra mais vai sair da sua boca espontaneamente...
Você estava aqui antes de ontem... Você estava vivo! Eu não acredito em tudo isso...
As pessoas ficam tentando achar as profecias...  Os rastros... E eu fico tentando achar você... Pra me tirar deste sonho malquisto, me dar as mãos e acordar comigo e me dizer: “Você é uma inocente! Não sabe nada da vida... Eu tenho que te ensinar tudo!”
Por que você tem que me ensinar tudo?
Por quê?
Lembro-me do nosso pacto... “sou papel e você ventania...”
Sou papel. Você, ventania... Isso soa estranho como nunca... Hoje, isso faz outro sentido... 
Como ventania você se foi, mas não me levou...
Quebrou o pacto.
Quebrou o pacto.

Quero achar você inteiro de novo...
Acaso não se lembra das palavras que me disse antes de sair da minha casa...
Você me disse: Até mais...

Até mais,

Stella

Saiba mais sobre esta e as outras cartas: Sobre as "Cartas não enviadas"



Carta não enviada nº 15 – Detentos em celas separadas


Jeferson,

O que lhe fez chegar a este estado de vida? Ando a procura de responsáveis...
A mesma sala, mesmas carteiras, mesmas parábolas ouvidas... Não se sensibilizou? 
“Menino! Atrevido!” Onde foi que você nasceu? Quem são seus pais? Quem é você?
Hoje só lhe vejo na TV! Televisionado. Como se isso fosse de grande valor...
Mas, de que valores falo? Chega de articular, deixa eu te ouvir, ser inaudível...
E sua voz não sai... Protesto? Escolha?
Em que lugar te colocaram que você ficou? Ou em que lugar me colocaram que eu não saí de lá?
Vamos voltar a ser crianças e começar tudo de novo e procurar nosso lugar...

Stella

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Poesia é sempre excesso

Poesia é sempre excesso.
Excesso de alma em corpo
Excesso de vida etérea
querendo dar luz
aos excessos da vida in matéria.

(Raquel Amarante)

Neurose

Que não seja real o amor desmedido
instaurado pelo fantasma
do coito interrompido.

(Raquel Amarante)

Canções do Varal

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