"A minha intimidade? Ela é a máquina de escrever. " Clarice Lispector

"A minha intimidade? Ela é a máquina de escrever. " Clarice Lispector

domingo, 22 de janeiro de 2012

All star converse

Such a Rush by Coldplay on Grooveshark
Leia esta poesia ouvindo "Such a Rush" - Coldplay 
"Tanta pressa para chegar a lugar nenhum"



Fugindo das aulas
porque aulas não fazem sentido.
Fugindo de almas pobres
de música,
porque elas morrem primeiro.
Fugindo deste cenário escolar
gregário,
que eu não me agrego.


_ Mãe, amanhã eu me nego a voltar.
Eu queria mesmo era pegar meu all star
e ir morar com os índios.

(Raquel Amarante - 2004 - 15 anos de idade)


******************


Excerto à Clarice*

Longe da civilização
perto do coração             
                          selvagem.]
 porém íntegro.


(Raquel Amarante - 2012)


sábado, 21 de janeiro de 2012

Eu não sou daqui

Vida,

transformo-te em arte

pois tal me devora.

Transformo-te em sede

pra beber agora.

Carrega meus superlativos

na grandeza das páginas

do meu gibi.

Adjetivo pátrio pariu-me in subversion

_ Eu não sou daqui... Eu não sou daqui...

Meu corpo engessa a alma,

mas é também corpo celeste

nessa tal ânsia por viver...



"E agora, José?"

Vou existindo no gerundismo

de estar sendo mais que o próprio ser...



(Raquel Amarante)






The evening gown - Obra de René Magritte  - Pintor  Surrealista Belga -  (Saiba mais sobre seu trabalho clicando em seu nome)

domingo, 15 de janeiro de 2012

Prece pressa apreço


um vigor evoluído
a raiz de um dente
a coragem da semente.
um coração sempre aberto
pra ser partido.
um apelo ao Universo
contra toda distinção perversa.
um violão apenas,
como sinal da inteligência.
umasóessência
de todo ser vivo.

(Raquel Amarante)

Ilustração de Annie Ink*
*Esta é uma das minhas ilustradoras favoritas. Aprecio seu modo "nonsense" e contemporâneo de fazer arte...
Conheçam seu trabalho clicando em seu nome.





sábado, 14 de janeiro de 2012

Citando Mara Medeiros - Cartesiano


Risquei vários traços
Cortes precisos, incisivos,
Fatias finas, frias,
Cirúrgica, lúdicas...

E a vida foi dividida,
Dissecada, desossada,
Compartimentada,
Departamentalizada.

Cada pedaço, a seu tempo,
Distribuído em momentos,
Ganhou cada qual sentimento,
Novo cometimento.

Vida própria, imprópria
Para o convívio – declínio
Tudo tão examinado,
Cada lado do quadrado!

Pobre anfíbio, pobre ambíguo,
Ora água, ora terra,
Ora inteiro, ora partido.

Saudade do tempo antigo,
Em que a vida era o que era:
Completa, inteira, contígua.


Mara Medeiros (Saiba mais sobre seu trabalho clicando em seu nome)
09.12. 2002

Tela: Nostalgia - De Sofia Dyminski (Saiba mais sobre seu trabalho clicando em seu nome.)

Poema-pretexto

Recrie-se
nas folhas em branco
nos elogios-contexto
nos finais de semana complexos
nos abraços açoites
nos intervalos de tempo do jogo
no não local, não hora, não lugar
Revele-se
Ao seu próprio pensamento
Ao ser cortado no trânsito
Ao  dançar no escuro da boate
Ao ouvir expressões em francês
Ao  não amar alguém, e só.

(Raquel Amarante)

Fotografia de Chadwick Gray e Laura Spector - Projeto: "Anatomia de Museu" - New York



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