"Quem medirá o calor e a violência do coração dos poetas, quando capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?" Virgínia Woolf

domingo, 8 de julho de 2012

Carta não enviada nº 18 – A gente se sabe...

Raquel,


Andares e andores... Sacraliza os beijos nos rostos amigos e os lugares perdidos do seu não pensar. Pesa-lhe todo estado de mal-estar e todo o mal-estar do Estado. Acabrunha-lhe, inclusive, o dever do devir...

...Cascatas e corais, e os mesmos perigos... O saltar e o vermelho-veneno...


Asas enormes, 
e normas.



Amém ao santo céu desanuviado, enquanto o espírito-corpo jaz molhado, de cerveja.


Não existe pouco caos...


Acorda ou dorme ou morre ou viva, ou... Transcenda.


Stella


Saiba mais sobre esta e as outras cartas: Sobre as "Cartas não enviadas" 

8 Comentários:

Anônimo disse...

Ah, mas o que é que se podia esperar de um diálogo entre Stella e Raquel?
Do encontro de Stella e Raquel, a imagem e a semelhança diante de um espelho descobrem-se terrivelmente diferentes. Mas Stella e Raquel são a imagem e o segredo "sinestésicos" uma da outra dentro de si mesmas num espelho estilhaçado talvez...
E como que sem saber, elas dizem em cartas não enviadas: "A gente se sabe..."

Obs.: Oh, queridas amigas, não sabem como me acabrunha (esta palavra nova aprendi agora contigo, enigmática amiga Stella) escrever o que escrevi tentando, talvez, lhes descrever somente para mim.
Assim, talvez vocês não sejam imagem e semelhança fuscas em espelho translúcido estilhaçado, coisas essas por demais desatinadas de uma imaginação tonta e errante.
A verdade, entretanto, é que tudo o que escrevi fora uma tentativa vaga de fugir do profundo texto que li mas cuja compreensão pouco apreendi. As vezes palavras são apenas palavras sem palavras.
Desculpem, amigas.

Raquel Amarante disse...

Caríssimo, o texto insurge como um fio de cabelo, incapaz de dizer claramente o que representa a cabeleira toda...
Sua leitura é sempre muito apropriada e muitas vezes se apropria do texto-nada, fazendo peixes e pães de interpretação...
É um bom entendedor...

Ah, e,
Raquel, não se descabele tanto menina...

Stella

Anônimo disse...

Gosto do que denomina ser "texto-nada" por ser incrivelmente instingante o que os textos-nada podem ser em dimensão, como também, - ou ainda melhor -, na plenitude do seu nada ser...
Desconfio, porém, que o que você acha ser uma leitura apropriada e apropriadora do texto-nada seja apenas gentileza de uma autora beneplácita que permite que a "coisa" propriamente dita tenha sua desdita apropriada em cada nova leitura...
Agora sobre peixes e pães de interpretação, acredito que não há milagres de multiplicação, apenas espinhas e migalhas...

Tanara Adriano disse...

um amor seu texto!
estava pois com saudades daqui!

Se puder e quiser flor, segue meu blog novo?
Beijos

Sujeito Oculto disse...

"Não existe pouco caos". Eu nunca tinha pensado nisso.

♥♥♥Ani♥♥♥ disse...

Um lindo final de semana pra você.



Beijos


Ani


http://cristalssp.blogspot.com

Malu disse...

Creio que o melhor mesmo é transcender... sempre!!!
Abraços e meu carinho!!!!

Tanara Adriano disse...

muito dinâmico o blog e os diálogos das narrativas.
adorei mesmo!


Me sentiria honrada se seguisse meu blog, o coffe and cigarretes, que estou retomando após ficar um longo período longe deste universo;

beeeijo chérries

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