"A minha intimidade? Ela é a máquina de escrever. " Clarice Lispector

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domingo, 8 de julho de 2012

Carta não enviada nº 18 – A gente se sabe...

Raquel,


Andares e andores... Sacraliza os beijos nos rostos amigos e os lugares perdidos do seu não pensar. Pesa-lhe todo estado de mal-estar e todo o mal-estar do Estado. Acabrunha-lhe, inclusive, o dever do devir...

...Cascatas e corais, e os mesmos perigos... O saltar e o vermelho-veneno...


Asas enormes, 
e normas.



Amém ao santo céu desanuviado, enquanto o espírito-corpo jaz molhado, de cerveja.


Não existe pouco caos...


Acorda ou dorme ou morre ou viva, ou... Transcenda.


Stella


Saiba mais sobre esta e as outras cartas: Sobre as "Cartas não enviadas" 

8 comentários:

  1. Ah, mas o que é que se podia esperar de um diálogo entre Stella e Raquel?
    Do encontro de Stella e Raquel, a imagem e a semelhança diante de um espelho descobrem-se terrivelmente diferentes. Mas Stella e Raquel são a imagem e o segredo "sinestésicos" uma da outra dentro de si mesmas num espelho estilhaçado talvez...
    E como que sem saber, elas dizem em cartas não enviadas: "A gente se sabe..."

    Obs.: Oh, queridas amigas, não sabem como me acabrunha (esta palavra nova aprendi agora contigo, enigmática amiga Stella) escrever o que escrevi tentando, talvez, lhes descrever somente para mim.
    Assim, talvez vocês não sejam imagem e semelhança fuscas em espelho translúcido estilhaçado, coisas essas por demais desatinadas de uma imaginação tonta e errante.
    A verdade, entretanto, é que tudo o que escrevi fora uma tentativa vaga de fugir do profundo texto que li mas cuja compreensão pouco apreendi. As vezes palavras são apenas palavras sem palavras.
    Desculpem, amigas.

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  2. Caríssimo, o texto insurge como um fio de cabelo, incapaz de dizer claramente o que representa a cabeleira toda...
    Sua leitura é sempre muito apropriada e muitas vezes se apropria do texto-nada, fazendo peixes e pães de interpretação...
    É um bom entendedor...

    Ah, e,
    Raquel, não se descabele tanto menina...

    Stella

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  3. Gosto do que denomina ser "texto-nada" por ser incrivelmente instingante o que os textos-nada podem ser em dimensão, como também, - ou ainda melhor -, na plenitude do seu nada ser...
    Desconfio, porém, que o que você acha ser uma leitura apropriada e apropriadora do texto-nada seja apenas gentileza de uma autora beneplácita que permite que a "coisa" propriamente dita tenha sua desdita apropriada em cada nova leitura...
    Agora sobre peixes e pães de interpretação, acredito que não há milagres de multiplicação, apenas espinhas e migalhas...

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  4. um amor seu texto!
    estava pois com saudades daqui!

    Se puder e quiser flor, segue meu blog novo?
    Beijos

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  5. "Não existe pouco caos". Eu nunca tinha pensado nisso.

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  6. Um lindo final de semana pra você.



    Beijos


    Ani


    http://cristalssp.blogspot.com

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  7. Creio que o melhor mesmo é transcender... sempre!!!
    Abraços e meu carinho!!!!

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  8. muito dinâmico o blog e os diálogos das narrativas.
    adorei mesmo!


    Me sentiria honrada se seguisse meu blog, o coffe and cigarretes, que estou retomando após ficar um longo período longe deste universo;

    beeeijo chérries

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