"Quem medirá o calor e a violência do coração dos poetas, quando capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?" Virgínia Woolf

domingo, 9 de setembro de 2012

O homem que atuou

Viu-se encantado
com seu novo roteiro,
jamais antes pensado,
fez da vida um filme.

(Raquel Amarante - 2010)

toda a pólis aplaudiu DE PÉ

3 Comentários:

Anônimo disse...

oi Raquel, adorei sua página. sempre visitarei. bjs
diego

Anônimo disse...

Viu-se personificado
ao saber que a vida é um teatro
e que o mundo,
o seu grande palco.
E dos dias fez seu roteiro,
das horas seu ato
e dos instantes sua cena
descobrindo que a vida, afinal,
valia a pena.

Misturou todas as artes,
pintou todas as sete.
Teatralizou quando proseava,
proseava quando versejava
e versejava quando cine assistia
seu atro puro teatro.

Dramatizou sua mortal comédia,
comediou, descomedido,
sua vital tragédia.

Fez da vida um roteiro
uma fábula, uma epopéia.

Trocou máscaras,
perdeu-as, confundiu-as, transformou-as,
principalmente.
- Sem, no entanto,
deixá-las cair. -

Na incorporação da alma
da farsa e personificação
da sua essência
de homem que se aturou...

"toda a pólis aplaudiu DE PÉ"

P.S.: Perdoe, ó querida poetisa, a esse monólogo monótono de uma cena só bebido no seu roteiro.

Raquel Amarante disse...

:) Ameiiii

Postar um comentário

Você pode fazer comentários mesmo sem ter uma conta do Google ou sem ter um site. Basta clicar em Nome/URL, colocar seu nome e comentar. Sejam bem vindos! ;)

Seguidores

Canções do Varal