"A minha intimidade? Ela é a máquina de escrever. " Clarice Lispector

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domingo, 9 de setembro de 2012

O homem que atuou

Viu-se encantado
com seu novo roteiro,
jamais antes pensado,
fez da vida um filme.

(Raquel Amarante - 2010)

toda a pólis aplaudiu DE PÉ

3 comentários:

  1. oi Raquel, adorei sua página. sempre visitarei. bjs
    diego

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  2. Viu-se personificado
    ao saber que a vida é um teatro
    e que o mundo,
    o seu grande palco.
    E dos dias fez seu roteiro,
    das horas seu ato
    e dos instantes sua cena
    descobrindo que a vida, afinal,
    valia a pena.

    Misturou todas as artes,
    pintou todas as sete.
    Teatralizou quando proseava,
    proseava quando versejava
    e versejava quando cine assistia
    seu atro puro teatro.

    Dramatizou sua mortal comédia,
    comediou, descomedido,
    sua vital tragédia.

    Fez da vida um roteiro
    uma fábula, uma epopéia.

    Trocou máscaras,
    perdeu-as, confundiu-as, transformou-as,
    principalmente.
    - Sem, no entanto,
    deixá-las cair. -

    Na incorporação da alma
    da farsa e personificação
    da sua essência
    de homem que se aturou...

    "toda a pólis aplaudiu DE PÉ"

    P.S.: Perdoe, ó querida poetisa, a esse monólogo monótono de uma cena só bebido no seu roteiro.

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