"Quem medirá o calor e a violência do coração dos poetas, quando capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?" Virgínia Woolf

domingo, 13 de outubro de 2013

por fora

Tem dias que a alma não quer sair para fora
hesitante, desconfia da folha.
Desfalece a alma
e enche o corpo de um sangue agônico.
Pulsa alma,
cai no papel
corta o papel
Mas não me incomode mais
com os idiotismos da existência.
Estou farta de toda esta comida que não acaba
quero a mesa limpa!
Papéis e canetas apenas.
E meus desejos mais lancinantes por fora.

(Raquel Amarante - 2011)



2 Comentários:

Anônimo disse...

Têm dias em que a alma
se sente anêmica e ressente
do pouco ferro nutritivo
do seu pasto trivial.
Nada nutre, nada apetece,
nada desce...
Nada sacia, tudo enfastia...

PS: Animo, ó alminha anêmica!

Raquel Amarante disse...

:)) Bom mesmo é ser entendida assim...

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