"A minha intimidade? Ela é a máquina de escrever. " Clarice Lispector

"A minha intimidade? Ela é a máquina de escrever. " Clarice Lispector

sábado, 30 de novembro de 2013

Amor é música

eu queria te ensinar
o som da melodia
que lhe fiz.
mas não sei como te achar
no som da melodia que eu desfiz.
era canção você em mim
meu coração batia em LÁ...
agora em DÓ.
que só!...
Lá se foi meu sol
LÁ SI FÁ MI SOL

A canção
eu esqueci.
e o esquecimento
é lançar
nome ao silêncio
de quem não quer mais
estar
nos meus acordes
e acordar
manhãs de SOL,
ao meu LÁ-DÓ.

Você deu RÉ
porque é melhor,
é mais seguro,
é comPassado
que se faz
canções mais ritmadas
de quem têm tempos
assim, iguais...


Mas eu entendo bem,
meu bem.
minha canção
é tão... sei lá
meio que um jazz
improvisado, uma fusão do inesperado
ritmo assim, desritmado
pobre de mim!
não caberia
em teu CD, tua seleção, teu coração...
Desfaço o SI...
Eis-me em MI,
pois nosso arpejo é desigual.
e harmonia é em música,
fundamental.

(Raquel Amarante)





P.S: Essa poesia é uma composição.


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Citando Julio Cortázar

Creio que, desde muito pequeno, minha infelicidade, e ao mesmo tempo minha felicidade, foi não aceitar as coisas com facilidade. Não me bastava que explicassem ou afirmassem algo. Para mim, ao contrário, em cada palavra ou objeto começava um itinerário misterioso que às vezes me esclarecia e às vezes chegava a me estilhaçar. Em suma, desde pequeno, minha relação com as palavras, com a escrita, não se diferencia de minha relação com o mundo no geral. Eu pareço ter nascido para não aceitar as coisas tal como me são dadas. 


(Julio Cortázar)


terça-feira, 26 de novembro de 2013

"No outono é sempre igual, as folhas caem no quintal"

Às vezes fico pensando qual poesia foi mais difícil de escrever... Qual desceu mais doída, lancinante, pungente, lacrimejante...
Ode ao Xadrez  doeu incrivelmente... Renitente foi outra poesia que doeu muito escrever... Não poderia esquecer de A arte da dúvida, que já marcava um tempo de superação de uma grande dor. Uma das primeiras poesias que tenho registradas de um período primordial da minha vida ... Eu não poderia esquecer também dos versos mais dolorosamente significantes... A poesia que inaugurou este blog, em 2007, quando eu tinha 17 anos. Não tenho mais a poesia original publicada aqui, apaguei o conteúdo do blog de 2007, alterei ele criando o Varal, em 2011. Tenho apenas umas estrofes que seguiram persistentes na minha memória parca:

Mais vale dois pássaros azuis voando
que um rosa na mão prestes a voar,
mais vale teu olhar de desprezo,
que teu olhar em outro olhar...

Tenho estado sob o efeito dessa minha linguagem... Que diz bem quem sou. Linguagem essa que diz de coisas que um dia a gente acaba superando. Ou não. Vai saber...


(Raquel Amarante)


A música abaixo dedico a mais um amor que se despetala, "às vezes a vida é assim...
como:

"Whisky Ruim" de Bêbados Habilidosos


domingo, 17 de novembro de 2013

ERRE = R

R se escreve com dois erres
Erre se escreve com dois Rs
Errar com Ro ou com Ra..
Ro que é tua imagem
teu modelo clássico
da tua praia
da tua letra
assim... meio rosê.
Ra que é do teu onírico
do vermelho que falta no teu arco-
íris.
da tua escuta
de uma ventania do por vir.
Esses erres te atravessam
versam.
Separa esse sentir!
er-re
e escolha a sílaba que lhe dá a tônica.

Raquel Amarante

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Carta não enviada nº 24: Quando não esperamos...

Eliseu,

Não é você, sou eu. Quando me parou, ao entardecer, na biblioteca, e disse o que sentia... rs Eu quis instantemente fazer uma poesia... Foi tão estranho... rs Desculpe. As bibliotecas têm dessas coisas comigo... rs Você é tão belo e sensível que minhas sobrancelhas até se levantaram por ser das Engenharias... Sinto muito não saber o que fazer com isso que expressou... Confesso nunca ter sido tão surpreendida... Eu fiquei pensando nisto até agora e voltei a uma imagem da 8ª série... rs Os homens... Eles sempre nos surpreendem... Há um segredo guardado à duas chaves acerca de "Camilo" e eu kkk Esse era o primeiro que eu devia ter revelado na noite da vodka que faço com as amigas do colegial ao longo dos anos, mas eu tinha me esquecido dele, e as coisas se repetem de forma diferente, mas enfim... kk Fico rindo sozinha... Justo hoje que eu estava sem energia, melancólica. Obrigada por seu olhar afetuoso. E sim, Eu fico na defensiva mesmo, e, sinto muito, mas, reitero minha avolia ante seu convite. Eu tenho uma burrice afetiva mórbida e preciso apagar um fogo de Darvaz que ainda me tira o sono.

Um beijo na testa também,

Stella

Repara

Repara. para Reparar. Essa coisa cíclica, essa coisa bulmerâmica, essa coisa cármica, essa coisa gastroesofágica, essa coisa que não cessa, essa coisa que atravessa, essa coisa abissal, essa coisa coisada, não nomeada, tão afetada, desafinada,  afinal? Nada. Afim. De
Rima.
Fonema.
Dor.
O ão do seu coração com o meu, não.
Rima.
Dor.
Fonema
de Amor?
Tum Tum Tum Tum TumTum TmTum TmTm TmTm  TmTmTmTmTmTmTm...
Repara. nesta onomatopeia.  Essa coisa cíclica, essa coisa bulmerâmica, essa coisa cármica, essa coisa gastroesofágica, essa coisa que não cessa, essa coisa que atravessa, essa coisa abissal, essa coisa coisada, não nomeada, tão afetada, desafinada,  afinal!!!!?

Vou dormir.





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