"A minha intimidade? Ela é a máquina de escrever. " Clarice Lispector

"A minha intimidade? Ela é a máquina de escrever. " Clarice Lispector

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Epifania

Estou assim,
inspirada
pela vida
pela música
pelo amor
pela Liberdade
pelo dia que veio hoje nublado.
pelo folk de Sam Phillips, novamente.
Lúcida e serena
como Berta Young 
e sua epifania em "Bliss".

(Raquel Amarante)


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Carta não enviada n° 25: Para minha filha

Filha,

Não entenda isto como um manual de princípios. Eu não escrevo para afastar ninguém de si mesmo. Se tivesse um minuto lúcido nesta minha estadia neste mundo, seria para lhe dizer para você se apaixonar pela vida. A vida e os rios surgem com propósitos, ir ao encontro do profundo, do inteiro, do perene. Sinta a imensidão do que lhe toca, e vai... 


Stella




Saiba mais sobre esta e as outras cartas: Sobre as "Cartas não enviadas" 



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Nos braços da existência

De tão existencial
pôs mais vidas em seu varal
do que poderia caber.

Não cabe em lugar nenhum
coisa alguma, vagueia...
É do tipo que joga cartas pra entender de destino
e acaba por embaralhá-lo mais.
Tem uma queda pelo mistérios das coisas.
Quer a tudo conhecer, quer a nada dominar
Mas vez ou outra tropeça em sua própria sombra.
Gosta de coisas diferentes quando são todas iguais,
busca a semelhança, quando tá tudo assim, diferentão.
Some, aparece,
some.
Devia gostar de esconde-esconde quando criança.
Avança - com o outro pé no freio.
Muito madura quando criança,
foi rejuvenescendo/ ficando mais menina ao longo dos anos...
De tanta compreensão, tornou-se condescendente demais,
andou voltando atrás...
Considera seu gosto musical perfeito,
aprimorado ao longo das vidas...
Ama o harmônico,
é o mais puro caos.
Não gostaria de ser outra pessoa no mundo,
mesmo com seus carmas nada leves.

Alguns abraços lhe tocam profundamente.

E sabe, mundo, gentes,
veio-me aqui...
talvez seja por isso que vivemos,
entre intervalos... fissuras... interstícios existenciais...
Abraços..!
Ternos braços
nos embalam.
Vive-se num ato,
O Eterno
ao qual reivindicamos por direito de nascimento.



Amanhã, muda de ideia de novo
sobre a existência,
mas, por  enquanto, é isso.


(Raquel Amarante)



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