"Quem medirá o calor e a violência do coração dos poetas, quando capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?" Virgínia Woolf

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Soneto de AMOR DE VERDADE

Amo-te a ponto de fazer um soneto
De me prender no encalço da palavra
Sinto ternura, enquanto sentes raiva
Bebo o amor, e você? Cianureto.

Na minha praça tinha um coreto
Sentávamos sorrindo e um rouxinol pairava
Com essa imagem eu me comprometo
A superfície não move as minhas águas.

Talvez eu mate todos os amores
Não por querer, mas por necessidade
de ver de longe a beleza das flores.

Coisa bonita essa tal de saudade
nas cartas, nos cheiros, nas lápides e aqui
É dizer EU TE AMO a quem se foi sem ir.

(Raquel Amarante)

(rouxinol)


2 Comentários:

Ingrid disse...

Que gostoso de ler e sentir..
beijo

Jussara Neves Rezende disse...

O título e o verso "Amo-te a ponto de fazer um soneto" foram criações magistrais... E vc ainda fez o soneto e saiu-se muito bem! Amei!
Abraço,
Jussara - minasdemim

Postar um comentário

Você pode fazer comentários mesmo sem ter uma conta do Google ou sem ter um site. Basta clicar em Nome/URL, colocar seu nome e comentar. Sejam bem vindos! ;)

Seguidores

Canções do Varal