"A minha intimidade? Ela é a máquina de escrever. " Clarice Lispector

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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Soneto de AMOR DE VERDADE

Amo-te a ponto de fazer um soneto
De me prender no encalço da palavra
Sinto ternura, enquanto sentes raiva
Bebo o amor, e você? Cianureto.

Na minha praça tinha um coreto
Sentávamos sorrindo e um rouxinol pairava
Com essa imagem eu me comprometo
A superfície não move as minhas águas.

Talvez eu mate todos os amores
Não por querer, mas por necessidade
de ver de longe a beleza das flores.

Coisa bonita essa tal de saudade
nas cartas, nos cheiros, nas lápides e aqui
É dizer EU TE AMO a quem se foi sem ir.

(Raquel Amarante)

(rouxinol)


2 comentários:

  1. Que gostoso de ler e sentir..
    beijo

    ResponderExcluir
  2. O título e o verso "Amo-te a ponto de fazer um soneto" foram criações magistrais... E vc ainda fez o soneto e saiu-se muito bem! Amei!
    Abraço,
    Jussara - minasdemim

    ResponderExcluir

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