"Quem medirá o calor e a violência do coração dos poetas, quando capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?" Virgínia Woolf

sábado, 14 de janeiro de 2012

Poema-pretexto

Recrie-se
nas folhas em branco
nos elogios-contexto
nos finais de semana complexos
nos abraços açoites
nos intervalos de tempo do jogo
no não local, não hora, não lugar
Revele-se
Ao seu próprio pensamento
Ao ser cortado no trânsito
Ao  dançar no escuro da boate
Ao ouvir expressões em francês
Ao  não amar alguém, e só.

(Raquel Amarante)

Fotografia de Chadwick Gray e Laura Spector - Projeto: "Anatomia de Museu" - New York



5 Comentários:

Vais disse...

Olá, Raquel
recriar dentro da rotina de todos os dias
descobrir e redescobrir a beleza no dia-a-dia cotidiano
aquele mesmo destino com os mesmos olhos porém com outros olhares

acho super bacana estas pinturas no corpo

beijos e abraços com muitos desejos de um feliz 2012 e de altos penduramentos no varal :))

Alê disse...

Revele-se, descubra-se, permita-se,

Raquel Amarante disse...

Nossos "pré-textos nos" recriam e nos revelam..
Agradeço a visita de vcs, queridas.. *-*
Saudadess

Anônimo disse...

Recrie-se
Nos contextos do não.
Descubra-se
Nos pretextos do sim.
Pois saibam, autor e leitores,
quejandos enfim,
que nas folhas em branco
de textos, co-textos e não contextos
está escrita a prosa em verso
que discretamente resplandece
sonhos e inconsciências
nas entrelinhas do poema-pretexto.

Raquel Amarante disse...

Adorei seus versos, amiga...
As nossas inconsciências saltam para fora em versos, e a gente se depara com este nós poema- pretexto, avulso, avesso e tão nós..

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