"Quem medirá o calor e a violência do coração dos poetas, quando capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?" Virgínia Woolf

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Abre-te ave

Abre-te ave
perpetua a essência magna
existência
do poder das asas.
Vê pelos ares
leves ventos mais pesados
que o corpo-pássaro
a voar
feito pipa em festa de ventos julhina.
Mãe, perdoe a natureza
fez o céu sem limites
e muito mais sem limites
os pensares, quereres,
as aves gente.

(Raquel Amarante)

4 Comentários:

Anônimo disse...

"Liberdade, Liberdade,
abra a sua asa sobre nós",
pois não há limite
para os pensares, os quereres
[destas] aves gente,
mortais e pecadoras,
apenas aves anjos gente
de asas caídas...

P.S.: Que as asas que te trazem de volta permitam-te um leve pouso em repouso sobre seus várais, ó ave poetisa migratória, indômita e às vezes fujona dos teus várais!

Malu disse...

Que sempre possa haver uma ave, faminta de voos e de liberdade, dentro de cada um de nós.
Lindos versos a compôr um belo poema!!!!
Abraços

Anônimo disse...

Oh, ave poetisa peregrina,
águia mansinha
que nas garras leva uma florzinha,
beija-flor feroz,
bico de esgrima,
venha adejar por este céu
fazer um pouco de primavera
em pouso por um pouco de repouso
neste seu aconchegante cativeiro varal,
onde cativos tem somente seus leitores...

Raquel Amarante disse...

:) Amo meus leitores....

Postar um comentário

Você pode fazer comentários mesmo sem ter uma conta do Google ou sem ter um site. Basta clicar em Nome/URL, colocar seu nome e comentar. Sejam bem vindos! ;)

Seguidores

Canções do Varal