"Quem medirá o calor e a violência do coração dos poetas, quando capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?" Virgínia Woolf

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Quando te olho

Essa procissão de ideias
que segue o caminho sem pensar...
Esse pendor pelo que não é banal
Esse afeto pelo que gera mal
estar.

Nunca pensou que sumir
seja uma forma de aparecer?
Que a distância seja uma forma
segura, de lhe ter?

De que adianta eu te querer
se você é vento, poeira...
E eu não poderia te guardar nos meus braços...
De que adianta eu mergulhar nos seus passos
Se você está sempre à beira
de abismos, pedras, vôos altos...

Não sei acompanhar seu ritmo
Mas observo com amor sua meninice e sua adultez
Dos males, o menor, é o meu talvez.
Dos bens, quando te olho, é tão legítimo...

(Raquel Amarante)

1 Comentários:

Bruno Oliveira disse...

Quando te olho de perto, me perco;
Quando te olho de longe, distante...

Esse seu olhar mais parece um relembrar ou um lamentar.

Gostei.

Olhar não é só ver, é perceber também. :)

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