"Quem medirá o calor e a violência do coração dos poetas, quando capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?" Virgínia Woolf

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Redesenho

Pobres rascunhos de vida
esquecidos numa gaveta qualquer
que insistem em avisar 
que a potência não pode acabar
no extremo de nenhum lugar.

Pobres rascunhos de vida
com cores tão vibrantes e festivas
que insistem em carnavalizar.
Se não há liberdade e invenção,
O coração se esvaziará...

Pobres rascunhos de vida
quando têm medo da juventude,
da Diversidade e do Desejo
E seguem em vida tolhida
Num destino trôpego, amiúde.

Traz à tona os papéis
tão livres, tão essenciais.
As tintas, os pincéis
os poemas, o sabor
a beleza, o redesenho.

Só assim...




1 Comentários:

Bruno Oliveira disse...

Para uns é assim mesmo, uma vida de sobrevida, um eterno rascunho, nunca a obra-prima. Poema instigante. Muito bom! :)

Postar um comentário

Você pode fazer comentários mesmo sem ter uma conta do Google ou sem ter um site. Basta clicar em Nome/URL, colocar seu nome e comentar. Sejam bem vindos! ;)

Seguidores

Canções do Varal