"A minha intimidade? Ela é a máquina de escrever. " Clarice Lispector

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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Redesenho

Pobres rascunhos de vida
esquecidos numa gaveta qualquer
que insistem em avisar 
que a potência não pode acabar
no extremo de nenhum lugar.

Pobres rascunhos de vida
com cores tão vibrantes e festivas
que insistem em carnavalizar.
Se não há liberdade e invenção,
O coração se esvaziará...

Pobres rascunhos de vida
quando têm medo da juventude,
da Diversidade e do Desejo
E seguem em vida tolhida
Num destino trôpego, amiúde.

Traz à tona os papéis
tão livres, tão essenciais.
As tintas, os pincéis
os poemas, o sabor
a beleza, o redesenho.

Só assim...




Um comentário:

  1. Para uns é assim mesmo, uma vida de sobrevida, um eterno rascunho, nunca a obra-prima. Poema instigante. Muito bom! :)

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