"A minha intimidade? Ela é a máquina de escrever. " Clarice Lispector

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Que arte é esta?



Atesto.
Arte é testa
na parede.
Arte testa
a parede.
Parede testa arte.
Parede quebra testa.
Testa derrama tinta na parede.
Misturam-se arte e testa.
Surge o Artesta
do sangue sereno que jorra na parede.
Mas,
que arte mais dolorida é esta?
Doar-te...

(Raquel Amarante)

10 comentários:

  1. O sangue que corre atesta aquele que na arte, vivo mergulha. O sangue que para atesta a morte do artista. Logo, a arte é sangue que corre. Sem sangue, sem olhos, sem testa, sem se atestar. Atestado de morte da Arte.

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  2. é arte que faz escorrer sangue..
    e atesta a força do artista..
    muito bom!
    beijos perfumados..e um lindo dia.

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  3. Atesto que aqui há poesia de fato.

    Bjs!

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  4. "Atesto. Arte é testa na parede.
    (...) Parede quebra testa.
    Testa derrama tinta na parede"...
    Arte é ação na sua abstração, testa na parede concreta, abstrato-concretização, mas que doar-te!!!

    Raquel, seus versos ajudam-nos a pensar sobre esta abstrata e concreta dor e vida da arte que, tão concretamente chega a abstrair-se que é concreta, que concretamente se abstrata vida "doar-te"... Parabéns.

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  5. Obrigada a todos vcs, tbm artestas...

    bjoS

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  6. Bah, este poema é tudo de bom, som e sentido caminhando juntos!
    Parabéns!!!

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  7. O sangue é visível, e o final, dolorido, este "doar-te" é lírico demais, coisa linda...

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