Uma formiga agonizante na pia remexe as pernas como se pedisse ajuda. Luta para viver. Luta para escapar. Como se desculpar com uma formiga que escolhe um caminho que ela nunca imaginaria que pudesse lhe matar? O que leva essa distraída, essa louca dessa formiga a se aventurar num braço humano assim?! Seria pra fugir da água? Seria para fugir de outro tipo de morte? Perdoe-me formiga, quando dei por mim já lhe tinha esfregado minha mão direita sem jamais imaginar que lhe atingiria os órgãos vitais. Não, não me sinto alguém maior, superior, um deus capaz de recortar seu ciclo de vida. Na verdade, sinto uma fatalidade tão profunda que parece que era minha vida ali extraída. Na verdade, me dói, você viu! Você viu que eu tentei de modo bem desajeitado uns primeiros socorros. Eu tinha uma esperança enquanto você mexia os membros inferiores de que haveria possibilidade de reatar a vida, você lutou por ela! Quem diria, nem eu, nem você, que a vida findaria ali, no mais simples e nu do cotidia...
Que inveja eu sinto do seu capim!
ResponderExcluirO capim da "vizinha" Raquel é sempre mais fresco, mais verde!
Que inveja, na sua grama e capim nascem poemas!
Por isso eu me deleito em pastar sempre no seu capim...
rsrs
ResponderExcluirO capim nasce intruso... Ninguém planta..
É um teimoso!!!
Verseio por teimosia, quando se vê, já está lá... nem sei se posso chamar de poesia...
Talvez fresco por ser feminino, talvez verde por ser imaturo...
Mas seja sempre bem vindo a este universo silvestre e à flor da pele...
Gosto da elucidação: "capim, fresco e verde" ... "intruso, mulher e imaturo", tudo isso, que como vc escreve, um universo silvestre que viceja à flor da pele...
ResponderExcluirGrato.
Gosto de anônimos que fazem a diferença...
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