Uma formiga agonizante na pia remexe as pernas como se pedisse ajuda. Luta para viver. Luta para escapar. Como se desculpar com uma formiga que escolhe um caminho que ela nunca imaginaria que pudesse lhe matar? O que leva essa distraída, essa louca dessa formiga a se aventurar num braço humano assim?! Seria pra fugir da água? Seria para fugir de outro tipo de morte? Perdoe-me formiga, quando dei por mim já lhe tinha esfregado minha mão direita sem jamais imaginar que lhe atingiria os órgãos vitais. Não, não me sinto alguém maior, superior, um deus capaz de recortar seu ciclo de vida. Na verdade, sinto uma fatalidade tão profunda que parece que era minha vida ali extraída. Na verdade, me dói, você viu! Você viu que eu tentei de modo bem desajeitado uns primeiros socorros. Eu tinha uma esperança enquanto você mexia os membros inferiores de que haveria possibilidade de reatar a vida, você lutou por ela! Quem diria, nem eu, nem você, que a vida findaria ali, no mais simples e nu do cotidia...
as pedras continuam a rolar nos grilhões do cotidiano,
ResponderExcluirbeijo
"No meio do caminho tinha uma pedra
ResponderExcluirtinha uma pedra no meio do caminho"
Tenha um ótimo domingo.
Bjs
Muitoooo bonito.
ResponderExcluirUm beijo
Denise
construímos nossas fortalezas e desastres pessoais... o peso da pedra depende exclusivamente das nossas escolhas.
ResponderExcluirbjs, querida.
lindo. muito lindo seu texto.
Caminhar sobre pedras
ResponderExcluirapredejar pessoas
sangue é derramado
o grilhão é torpe
a reza e vã
a dor é mortal
Lindo seu poema...Beijos!
O meu caminho, é de gente ... as pedras são para o castelo.
ResponderExcluirAgradeço a visita de todos!
ResponderExcluirAdorei os versos Jão!
BjOs =)
Que forte !!
ResponderExcluirAdorei flor, muito lindo.
- feliz por estar sempre lá. Ótimo final de semana, beijos ! =)