Se a palavra sangra o verso. É feminina! Vai homem abraçar seu protesto, que a mulher escreve mesmo é com a vagina. Escreve oh mulher no ápice da sinapse epiléptica. Escreve para além da forma estética. Escreve para além de qualquer forma... Na imensidão da quarta dimensão, diverge em nós, converge em nós, cega-nos! Tal clareia convidativa da fala hermética acende em nós, doce e poética escuridão do caminho que também é perder-se. Jazem poetinhas tolos. Jazem bárbaros e mouros. Ela, último espetáculo. Último crepúsculo. Da vírgula audaz. Do lirismo intacto. Da febre tão voraz de alma, de corpo, do existir para além dos dois. Sob sua palavra absorta, exorto: “Ou toca ou não toca” Mas se tocar, é morte em sentença apoplexia em aorta. Pois não se vive tamanho arroubo em vida medíocre. II Cai a noite escura Sobe estrela pura agora é a sua hora. (Raquel Amarante) “Se eu tivesse mais alma pra dar eu daria , isso pra mim é viver ...” (Linha do Equador - Comp.: D...
"Quem medirá o calor e a violência do coração dos poetas quanto capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?" (Virginia Woolf)

Raquel, em primeiro lugar, devo-lhe escrever (ou seria confessar?) que o título deste poema "mexe" comigo de uma forma que ainda não sei explicar, tão menos entender. Algo de indefinível por sua beleza, decerto, porém há algo mais e além de nosso egoísmo estanque e pequenez ilhada revolve e desconcentra em nosso ser, nosso íntimo ser do "cárcere confessional".
ResponderExcluirAgora falando sério (rsrs), não posso deixar de escrever que estes versos remontam-me mais uma vez, e isso é tão novo e surpreendente quanto a monotonia, à lembrança de Carlos Drummond.
"Não prenda... meu corpo não dá conta dos desejos da minha poesia" toca-me como "Não faças poesia com o corpo, pois ele é por demais infenso a efusão lírica" e "Haikai: Universal... fora de mim há mundo também" sugere outrossim " não, meu coração não é maior que o mundo, ele é muito menor, nele não cabem nem as minhas angústias, o mundo é grande..." do poeta que concebeu o ser do "eu versus o mundo".
Desculpe, mas não pude deixar de notar essa impressão, talvez são seus corpos miúdos e limitados transcendendo e extravasando-se no encontro de infindável tempo sem prazo de prescrição do ser poético.
Amiga, não sabe o quanto você sempre me acrescenta... Que delícia poder ler este comentário...Adoro Drummond! E vc, sempre com associações fantásticas... Só tem uma coisa... Não acho possível alguém com tamanha clareza interpretativa e de intuição, trabalhar longe da Literatura, ou da Hermenêutica...
ResponderExcluirVc deve trabalhar nesta área.. Pq "né pussive!"rescenta... Que delícia poder ler este comentário...Adoro Drummond! E vc, sempre com associações fantásticas... Só tem uma coisa... Não acho possível alguém com tamanha clareza interpretativa e de intuição, trabalhar longe da Literatura, ou da Hermenêutica...
Vc deve trabalhar nesta área.. Pq "né pussive!"
O comentário repetiu... rs
ResponderExcluirSó p reforçar q vc com certeza trabalha com Literatura...rsrss
O máximo no mínimo. Pra bom sensível, alguns versos bastam pra nos sobrecarregar de emoções.
ResponderExcluirBjs!