Pular para o conteúdo principal

Despir



Você e o vento
têm o mesmo desejo
levantar meu vestido.

(Raquel Amarante)

Comentários

  1. "Despir"
    Despista
    (Como que) que com tão poucas palavras lançadas ao vento
    escreveram-se, e insinuaram-se,
    tantas outras, novas e despedidas palavras despididas de lascívia
    no vento em invento...

    ResponderExcluir
  2. Sabe o que sinto quando te leio? Vejo em vc, alguém que tem o poder de fazer o q quiser com as palavras... Vc é íntima delas... As usa homeopaticamente.. Na proporção certa, da forma devida... E claro, encanta... Ñ só a mim, mas às pessoas q leem meu blog e dizem: "Nossa! Aquele seu amigo anônimo escreve bem demais..." Concordo plenamente...***

    ResponderExcluir
  3. Mais obrigados??? rsrs

    Te dou um agradecimento que sopra o vento e transveste o "despir":
    Você e o verso
    têm a mesma magia
    alegrar meu dia.
    Pois minha palavra é despicienda jogada ao relento,
    a sua é despida, livre, nua, envolta pelo vento.

    ResponderExcluir
  4. Que post mais atrevido e leve!

    Adorei!

    ResponderExcluir
  5. Como não Amar ante Raquel?22 de outubro de 2013 às 00:55

    Sim, verdade. Porque

    meus sonhos mais doces
    dormem escondidos
    dentro de ti
    embaixo do vestido,
    molhados de amor

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Você pode fazer comentários mesmo sem ter uma conta do Google ou sem ter um site. Basta clicar em Nome/URL, colocar seu nome e comentar. Sejam bem vindos! ;)

Postagens mais visitadas deste blog

Será se...

Uma formiga agonizante na pia remexe as pernas como se pedisse ajuda. Luta para viver. Luta para escapar. Como se desculpar com uma formiga que escolhe um caminho que ela nunca imaginaria que pudesse lhe matar? O que leva essa distraída, essa louca dessa formiga a se aventurar num braço humano assim?! Seria pra fugir da água? Seria para fugir de outro tipo de morte? Perdoe-me formiga, quando dei por mim já lhe tinha esfregado minha mão direita sem jamais imaginar que lhe atingiria os órgãos vitais. Não, não me sinto alguém maior, superior, um deus capaz de recortar seu ciclo de vida. Na verdade, sinto uma fatalidade tão profunda que parece que era minha vida ali extraída. Na verdade, me dói, você viu! Você viu que eu tentei de modo bem desajeitado uns primeiros socorros. Eu tinha uma esperança enquanto você mexia os membros inferiores de que haveria possibilidade de reatar a vida, você lutou por ela! Quem diria, nem eu, nem você, que a vida findaria ali, no mais simples e nu do cotidia...

incólume

todos os dias é um arrependimento diferente eu nunca canso de me arrepender queria apenas ter ficado ali onde a coragem me bastava mas não houve jeito inquieta e não aceita um mental trejeito de retomar o que não faz canoa andar. será que eles não olham para trás? Para o rastro, para o erro Houve erro? Eu só queria não ter perguntas.