Se a palavra sangra o verso. É feminina! Vai homem abraçar seu protesto, que a mulher escreve mesmo é com a vagina. Escreve oh mulher no ápice da sinapse epiléptica. Escreve para além da forma estética. Escreve para além de qualquer forma... Na imensidão da quarta dimensão, diverge em nós, converge em nós, cega-nos! Tal clareia convidativa da fala hermética acende em nós, doce e poética escuridão do caminho que também é perder-se. Jazem poetinhas tolos. Jazem bárbaros e mouros. Ela, último espetáculo. Último crepúsculo. Da vírgula audaz. Do lirismo intacto. Da febre tão voraz de alma, de corpo, do existir para além dos dois. Sob sua palavra absorta, exorto: “Ou toca ou não toca” Mas se tocar, é morte em sentença apoplexia em aorta. Pois não se vive tamanho arroubo em vida medíocre. II Cai a noite escura Sobe estrela pura agora é a sua hora. (Raquel Amarante) “Se eu tivesse mais alma pra dar eu daria , isso pra mim é viver ...” (Linha do Equador - Comp.: D...
Que bonito esse...
ResponderExcluirAi, poetisa, não sabe quanta
ResponderExcluirinveja eu lhe sinto ao ver
que com tanta graça você
se a-prende ao misterioso diálogo
das palavras que se urde no
silêncio a transformar som,
voz e sentido que nenhuma gramática
apreende e onde não se aprende.
Sua insidiosa e já agora detestável
intimidade com as palavras faz-me mesmo lembrar de alguém que quão
detestável como você que em seu
ofício quotidiano soube aprender que - e recito-o baixinho em memória - "um silente amor
me ensinou a fruir da cada palavra
a essência captada, um sutil
queixume"...
Assim, aprendi a prefixo de
pretexto que não e sim.
Sim que parece ser o sentido
mais unívoco e eloquente
na contraditória e vária
voz do não.
Sim e não.
P.S.: !*@#?...
Pobre de mim. Apenas uma apaixonada errante, errante apaixonada... pseudopoetisa.
ResponderExcluirGramaticalmente insensata. Na outra vida virei anônima só para escrever com tal garbo.
Tens a graça de conhecer e de
ResponderExcluirtransformar a palavra mágica
que não só cala e entorpece
mas que também tem o poder de, de,
de... não sei mais o que,
ah, deixa pra lá.
de me libertar...
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