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Colapso

Perdi-me no breve espaço
de ruínas da sua presença,
não declarei tua morte
em sentença,
nem fui capaz de indiferença.
Mas que boa sorte!
Não há lugar onde lhe caiba
e nem há laços.
Não há abraços.
Nunca haverá.
Ame o que puder
amar.
Mas deixei-me
no breve espaço
em que o amor
fez-se colapso.
Eu amo mesmo é essa liberdade toda...

(Raquel Amarante)

Comentários

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Quando a terra no espaço sideral roda em torno do sol, como eu rodo em torno de nada, a máxima se expõe: nao conseguirei tirar água do seco solitário amor.
    Meu colegas vão concordar comigo, quem já conseguiu reverter um colapso circulatório?
    É desestimulante, cansativo, deprimente, essa falta de se entender e o teorema do mutismo. Cansei. E se Júpiter apareceu em Vênus sobre a lua, isso tudo me anula? Sou anulável, anelar, celada para que o colapso circular.... Quem ama de um lado sofre calado em cima do que já me está abaixo, somente minhas idéias sobre esse travesseiro, e essa falta que falta na falta do que é fato. Do que é parado no tempo, que não segue direito, do que lhe atinge que me mata. Que me assassina quando quer, quando ja nao sou o que seria o completo para o seu espaço. Sou um pó, sou um vento que soprou, que se foi. E o colapso circulatório continua em sua cascata indecifrável e sou impotente perante, e meus amigos vão concordar é incalculável o sofrimento que se sente. E se sua cólica colérica te maltrata, imagina o que sente quem pena dos colapsos contraditorios que cria em sua mente.

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  3. No breve espaço
    livre se prende
    preso se livra
    faz-se lasso
    relapso
    no breve lapso
    um laço
    do livre amor...

    PS.: Tua presença é auspiciosa,
    amiga poetisa!
    Bom te reencontrar.

    Anônimo, elaele mesmo...

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  4. E quem não ama a liberdade, pelo menos as que soltam as emoções...
    Um abraço!!!

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