Pular para o conteúdo principal

Culto à incerteza

(AUMENTE O VOLUME)
  Trecho da canção "O silêncio das estrelas" -  Lenine.  Interpr. por R. Amarante (violão, noite insone, acordes mal feitos, tempo errado, mas o pensamento, lá em você...)



Eu te gosto
como gosto da noite.
do silêncio.
do vazio.
das lonjuras.

Eu te gosto
como gosto dos abraços sem braços
dos beijos sem rostos
dos olhares não correspondidos

Eu gosto da noite, sim,
mas quando a noite chega,
súbito desgosto me exaspera.
pensar
que a noite
está
passando...
indo...
foi!

É  fim de semana que se aproxima
e com ele aquela satisfação...
mas quando chega,
vem a tristeza
qual ventania e chuvarada
neste sertão.
Tão logo passa.



Felicidade está à beira...
Sou feliz e triste por antecipação
em busca de não sei o quê
talvez um sim
talvez um não
talvez um talvez...

Ou algo que perdure
nesta passagem
viagem
vida.

(Raquel Amarante)




Comentários

  1. ÔO menina artista gente!

    ResponderExcluir
  2. TEM HOMENAGEM PARA VOCÊ!!! http://perfumeedesejo.blogspot.com.br/

    “OBRIGADA POETA”, é minha homenagem a todos os poetas, das letras, Das fotografias, das pinturas..., daqueles que de quaisquer maneiras, Eternizam o amor.

    ResponderExcluir
  3. Como não Amar ante Raquel?22 de outubro de 2013 às 01:03

    Que lindo! Não me canso de adorar seus poemas! Gosto de tudo que você escreve! E já li de tudo que você escreveu aqui! Permita-me lhe acompanhar mais de perto, deixar minhas reflexões,elogios, declarações de amor - escondido nesse singelo pseudônimo-homenagem!
    Bj

    ResponderExcluir
  4. Adorei tudo por aqui. Voltarei mais vezes. Bjs

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Você pode fazer comentários mesmo sem ter uma conta do Google ou sem ter um site. Basta clicar em Nome/URL, colocar seu nome e comentar. Sejam bem vindos! ;)

Postagens mais visitadas deste blog

Será se...

Uma formiga agonizante na pia remexe as pernas como se pedisse ajuda. Luta para viver. Luta para escapar. Como se desculpar com uma formiga que escolhe um caminho que ela nunca imaginaria que pudesse lhe matar? O que leva essa distraída, essa louca dessa formiga a se aventurar num braço humano assim?! Seria pra fugir da água? Seria para fugir de outro tipo de morte? Perdoe-me formiga, quando dei por mim já lhe tinha esfregado minha mão direita sem jamais imaginar que lhe atingiria os órgãos vitais. Não, não me sinto alguém maior, superior, um deus capaz de recortar seu ciclo de vida. Na verdade, sinto uma fatalidade tão profunda que parece que era minha vida ali extraída. Na verdade, me dói, você viu! Você viu que eu tentei de modo bem desajeitado uns primeiros socorros. Eu tinha uma esperança enquanto você mexia os membros inferiores de que haveria possibilidade de reatar a vida, você lutou por ela! Quem diria, nem eu, nem você, que a vida findaria ali, no mais simples e nu do cotidia...

incólume

todos os dias é um arrependimento diferente eu nunca canso de me arrepender queria apenas ter ficado ali onde a coragem me bastava mas não houve jeito inquieta e não aceita um mental trejeito de retomar o que não faz canoa andar. será que eles não olham para trás? Para o rastro, para o erro Houve erro? Eu só queria não ter perguntas.