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Carta não enviada nº 24: Quando não esperamos...

Eliseu,

Não é você, sou eu. Quando me parou, ao entardecer, na biblioteca, e disse o que sentia... rs Eu quis instantemente fazer uma poesia... Foi tão estranho... rs Desculpe. As bibliotecas têm dessas coisas comigo... rs Você é tão belo e sensível que minhas sobrancelhas até se levantaram por ser das Engenharias... Sinto muito não saber o que fazer com isso que expressou... Confesso nunca ter sido tão surpreendida... Eu fiquei pensando nisto até agora e voltei a uma imagem da 8ª série... rs Os homens... Eles sempre nos surpreendem... Há um segredo guardado à duas chaves acerca de "Camilo" e eu kkk Esse era o primeiro que eu devia ter revelado na noite da vodka que faço com as amigas do colegial ao longo dos anos, mas eu tinha me esquecido dele, e as coisas se repetem de forma diferente, mas enfim... kk Fico rindo sozinha... Justo hoje que eu estava sem energia, melancólica. Obrigada por seu olhar afetuoso. E sim, Eu fico na defensiva mesmo, e, sinto muito, mas, reitero minha avolia ante seu convite. Eu tenho uma burrice afetiva mórbida e preciso apagar um fogo de Darvaz que ainda me tira o sono.

Um beijo na testa também,

Stella

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