Uma formiga agonizante na pia remexe as pernas como se pedisse ajuda. Luta para viver. Luta para escapar. Como se desculpar com uma formiga que escolhe um caminho que ela nunca imaginaria que pudesse lhe matar? O que leva essa distraída, essa louca dessa formiga a se aventurar num braço humano assim?! Seria pra fugir da água? Seria para fugir de outro tipo de morte? Perdoe-me formiga, quando dei por mim já lhe tinha esfregado minha mão direita sem jamais imaginar que lhe atingiria os órgãos vitais. Não, não me sinto alguém maior, superior, um deus capaz de recortar seu ciclo de vida. Na verdade, sinto uma fatalidade tão profunda que parece que era minha vida ali extraída. Na verdade, me dói, você viu! Você viu que eu tentei de modo bem desajeitado uns primeiros socorros. Eu tinha uma esperança enquanto você mexia os membros inferiores de que haveria possibilidade de reatar a vida, você lutou por ela! Quem diria, nem eu, nem você, que a vida findaria ali, no mais simples e nu do cotidia...
Assim eu me torno menino menina
ResponderExcluirao aprender que "Tudo que pisca
é vivo, porque é belo".
Pois já homem mulher
apenas sabia que o que piscava
eram as luzes da árvore de natal...
PS: Devo urgentemente, camalmente,
começar a reparar no piscar das estrelas e dos olhos...
Obrigada, poetisa.
:))))))
ResponderExcluirVai que a gente pisca e nem percebe que tem uma estrela piscando para nós.
ResponderExcluirRaquel,
ResponderExcluirHoje vim lhe convidar para conhecer e se desejar acompanhar o novo espaço onde estou postando com mais amigos.
Espero que goste. Aguardo sua visita que só acrescentará ao blog.
As páginas são de excelente qualidade e bom gosto...
http://refugio-origens.blogspot.com