"Quem medirá o calor e a violência do coração dos poetas, quando capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?" Virgínia Woolf

sexta-feira, 18 de março de 2011

O homem que bebia cianureto



Bebia cianureto todos os dias.
Morreu aos cento e sessenta e dois anos.
[Uma ervilha estriada
de herança mendeliana
o fez engasgar.]



Raquel Amarante N.

P.S: Não creia em tudo que lê.

5 Comentários:

Anônimo disse...

"Caro ancião que bebia cianureto, sua longeva idade veio do vital Gênesis? ou será que sua pequenina morte veio da letal Genética?"

Mais uma vez, seu bom verso parece brincar melindrosa e habilmente ao traçar sérias reflexões sobre a paradoxal história do salutar e inofensivo cianureto com a venenosa e fatal ervilha, em muitas situações e sentidos.

Se bem que a ciência já se levanta, curiosa e atenta, concatenado hipóteses mil sobre a herança e a natureza da ervilha estriada: não seria ela transgênica?

Raquel Amarante disse...

hehehe..
Você me ultrapassa, sempre!
Transgênica?
Assim seja!

Anônimo disse...

Transgênica, por que não?
Agora, bem entendo que julguei errado, não era essa a situação em hipótese alguma, porque a ervilha estriada é, antes de tudo, a leguminosa "fruta" do pecado no jardim. Injustiçada maça.

Vc me atropela, sempre!
Transgência? Não!
Atopela-me sim por sua intransigência criativa, ó poetisa.
Mas, assim seja!

Fatima disse...

Vou continuar com as ervilhas!
Bjs.

Raquel Amarante disse...

rs Vou continuar com a poesia...

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