Pular para o conteúdo principal

O homem que bebia cianureto



Bebia cianureto todos os dias.
Morreu aos cento e sessenta e dois anos.
[Uma ervilha estriada
de herança mendeliana
o fez engasgar.]



Raquel Amarante N.

P.S: Não creia em tudo que lê.

Comentários

  1. "Caro ancião que bebia cianureto, sua longeva idade veio do vital Gênesis? ou será que sua pequenina morte veio da letal Genética?"

    Mais uma vez, seu bom verso parece brincar melindrosa e habilmente ao traçar sérias reflexões sobre a paradoxal história do salutar e inofensivo cianureto com a venenosa e fatal ervilha, em muitas situações e sentidos.

    Se bem que a ciência já se levanta, curiosa e atenta, concatenado hipóteses mil sobre a herança e a natureza da ervilha estriada: não seria ela transgênica?

    ResponderExcluir
  2. hehehe..
    Você me ultrapassa, sempre!
    Transgênica?
    Assim seja!

    ResponderExcluir
  3. Transgênica, por que não?
    Agora, bem entendo que julguei errado, não era essa a situação em hipótese alguma, porque a ervilha estriada é, antes de tudo, a leguminosa "fruta" do pecado no jardim. Injustiçada maça.

    Vc me atropela, sempre!
    Transgência? Não!
    Atopela-me sim por sua intransigência criativa, ó poetisa.
    Mas, assim seja!

    ResponderExcluir
  4. Vou continuar com as ervilhas!
    Bjs.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Você pode fazer comentários mesmo sem ter uma conta do Google ou sem ter um site. Basta clicar em Nome/URL, colocar seu nome e comentar. Sejam bem vindos! ;)

Postagens mais visitadas deste blog

Escurice Lispector

Se a palavra sangra o verso. É feminina! Vai homem abraçar seu protesto, que a mulher escreve mesmo é com a vagina. Escreve oh mulher no ápice da sinapse epiléptica. Escreve para além da forma estética. Escreve para além de qualquer forma... Na imensidão da quarta dimensão, diverge em nós, converge em nós, cega-nos! Tal clareia convidativa da fala hermética acende em nós, doce e poética escuridão do caminho que também é perder-se. Jazem poetinhas tolos. Jazem bárbaros e mouros. Ela, último espetáculo. Último crepúsculo. Da vírgula audaz. Do lirismo intacto. Da febre tão voraz de alma, de corpo, do existir para além dos dois. Sob sua palavra absorta, exorto: “Ou toca ou não toca” Mas se tocar, é morte em sentença apoplexia em aorta. Pois não se vive tamanho arroubo em vida medíocre. II Cai a noite escura Sobe estrela pura agora é a sua  hora. (Raquel Amarante) “Se eu tivesse mais alma pra dar eu daria , isso pra mim é viver ...”  (Linha do Equador - Comp.: D...

incólume

todos os dias é um arrependimento diferente eu nunca canso de me arrepender queria apenas ter ficado ali onde a coragem me bastava mas não houve jeito inquieta e não aceita um mental trejeito de retomar o que não faz canoa andar. será que eles não olham para trás? Para o rastro, para o erro Houve erro? Eu só queria não ter perguntas.