Uma formiga agonizante na pia remexe as pernas como se pedisse ajuda. Luta para viver. Luta para escapar. Como se desculpar com uma formiga que escolhe um caminho que ela nunca imaginaria que pudesse lhe matar? O que leva essa distraída, essa louca dessa formiga a se aventurar num braço humano assim?! Seria pra fugir da água? Seria para fugir de outro tipo de morte? Perdoe-me formiga, quando dei por mim já lhe tinha esfregado minha mão direita sem jamais imaginar que lhe atingiria os órgãos vitais. Não, não me sinto alguém maior, superior, um deus capaz de recortar seu ciclo de vida. Na verdade, sinto uma fatalidade tão profunda que parece que era minha vida ali extraída. Na verdade, me dói, você viu! Você viu que eu tentei de modo bem desajeitado uns primeiros socorros. Eu tinha uma esperança enquanto você mexia os membros inferiores de que haveria possibilidade de reatar a vida, você lutou por ela! Quem diria, nem eu, nem você, que a vida findaria ali, no mais simples e nu do cotidia...
Sentimento esse errante, não obstante a terra alheia, toda cidade é pra ele a mais natural e primeira terra natal...
ResponderExcluirDiz-se que quando esse sentimento chega, já vai fazendo revolução, e a razão se torna um juiz de fora, e tudo será sempre um porto alegre quando o amor faz moradia em cordisburgo...
P.S.: Não leva a mal a indiscrição desta anônima (o) que lhe escreve, mas na ocasião de feição do poema não haverá de aquele sentimento ter feito domicílio no seu coração?
hehe.
Hehehe...
ResponderExcluirVc acerta pq observa com precisão... =)