Uma formiga agonizante na pia remexe as pernas como se pedisse ajuda. Luta para viver. Luta para escapar. Como se desculpar com uma formiga que escolhe um caminho que ela nunca imaginaria que pudesse lhe matar? O que leva essa distraída, essa louca dessa formiga a se aventurar num braço humano assim?! Seria pra fugir da água? Seria para fugir de outro tipo de morte? Perdoe-me formiga, quando dei por mim já lhe tinha esfregado minha mão direita sem jamais imaginar que lhe atingiria os órgãos vitais. Não, não me sinto alguém maior, superior, um deus capaz de recortar seu ciclo de vida. Na verdade, sinto uma fatalidade tão profunda que parece que era minha vida ali extraída. Na verdade, me dói, você viu! Você viu que eu tentei de modo bem desajeitado uns primeiros socorros. Eu tinha uma esperança enquanto você mexia os membros inferiores de que haveria possibilidade de reatar a vida, você lutou por ela! Quem diria, nem eu, nem você, que a vida findaria ali, no mais simples e nu do cotidia...
"Quem medirá o calor e a violência do coração dos poetas quanto capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?" (Virginia Woolf)
O que é que eu poderia dizer desse poema? Que é belo, profundo e zombeteiro? Sim. Mas, ainda assim, pouco dele eu entenderia.
ResponderExcluirÉ difícil tanto ele quanto a matéria de que trata, assim confesso não entender nada de materialismos históricos e revoluções, tanto menos de poesia.
Mas, se ele toca temas como marxismo e revoluções contemporâneas, então que o seu vermelho ainda signifique paixão e a poesia nele proclame esta revolução:
"Orgasmos de todo o mundo, Uni-vos!"
Brincadeiras à parte, parabéns por seus belos poemas, Raquel.
...
ResponderExcluirEu vou ficando sem palavras, diante das suas.. se for o mesmo anônimo...rs
Muito Obrigada!
É um prazer enorme (um orgasmo) rsrs recebê-lo...
Seja muito bem vinda!
ResponderExcluirBjs.
Obrigada Fátima, igualment! =)
ResponderExcluirAh, Raquel, que desconsideração é esta ao seu mais novo visitante?
ResponderExcluirBastaram apenas dois comentários pra vc já o ir confundindo, já o ir desconhecendo entre tantos anônimos como se ele fosse somente mais um, anônimo?!...
Sim, é o mesmo anônimo, e confio que em mais dias, menos dias, vc já saberá me reconhecer.
Afinal, eu sou um anônimo, companheira, e te recebo com igual prazer à causa "Intr. Marx Contp.":
"Orgasmos de todo mundo, uni-vos e gozai-vos!"
rsrsrsrsrsrrs
ResponderExcluirHá anônimos que a gente nunca esquece...
"Orgasmos de todo o mundo, Uni-vos!"
Luciana tem que ler isso! Ela ia ficar orgulhosa! rsrsrs
ResponderExcluirLuciana tem que ler isso! Ela ia ficar orgulhosa! rsrsrs
ResponderExcluirNem lembrava que esta poesia existia...rs
ResponderExcluirPerfeito!
ResponderExcluirBjs!