Uma formiga agonizante na pia remexe as pernas como se pedisse ajuda. Luta para viver. Luta para escapar. Como se desculpar com uma formiga que escolhe um caminho que ela nunca imaginaria que pudesse lhe matar? O que leva essa distraída, essa louca dessa formiga a se aventurar num braço humano assim?! Seria pra fugir da água? Seria para fugir de outro tipo de morte? Perdoe-me formiga, quando dei por mim já lhe tinha esfregado minha mão direita sem jamais imaginar que lhe atingiria os órgãos vitais. Não, não me sinto alguém maior, superior, um deus capaz de recortar seu ciclo de vida. Na verdade, sinto uma fatalidade tão profunda que parece que era minha vida ali extraída. Na verdade, me dói, você viu! Você viu que eu tentei de modo bem desajeitado uns primeiros socorros. Eu tinha uma esperança enquanto você mexia os membros inferiores de que haveria possibilidade de reatar a vida, você lutou por ela! Quem diria, nem eu, nem você, que a vida findaria ali, no mais simples e nu do cotidia...
"Quem medirá o calor e a violência do coração dos poetas quanto capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?" (Virginia Woolf)
A lei do menor esforço é uma farsa!
ResponderExcluirViva a complexa evolução do nosso vernáculo esperanto futuro!
O futuro chega loquaz, veloz nas pontas dos dedos do eloquente teclado...
rs!
ResponderExcluirloucura essas redes sociais todas!
Concordo Carol..
ResponderExcluirLoucura que nos aproxima, né..
Caro anônimo,
ResponderExcluiradorei suas considerações do futuro da nossa língua.. rs
Criativíssimo..
Mas, que será da Última flor do Lácio, inculta e bela?
Temo que fique mais inculta e menos bela...
"Nois mordi a noça linga sem doh."
ResponderExcluirMais apropriadas são as suas considerações cheias de erudição clássica, sua "vox", sua "opus".
E justamente por falar em erudição, quero que sua voz latina sopre ou exale sobre este 'bárbaro'* comentário anônimo o perfume da Última flor, já que dela não posso esperar que uma de suas sementes venha fecundar o meu inculto solo vocabular.
Tudo isso exposto pra que vc tenha a dimensão da força de minha ignorância e parabenizá-la por suas muitas línguas. Lembro-me da "última flor do Lácio" em alguma página machadiana, mas remotamente. Por isso te peço que me conduza, quem é o autor da expressão em questão, decerto um clássico latino?
*'bárbaro' na acepção da Antiguidade, é claro. rs.
Olha... Conheço esta expressão de um parnasiano, amigo seu, por vc tbm ser parnasiano...
ResponderExcluirEl grand Olavo Bilac...