Pular para o conteúdo principal

Carta não enviada nº 13 - Eu não quero respostas




Sofia,

Sem  mesmo saber que lhe perguntei, você me respondeu. Mas não era sincronia. Sabia que ia chegar a hora de você dizer desta questão...
Mas, sei lá... Ainda soa como se não tivesse respondido. Não gosto de respostas! Mesmo as suas... Quem diria... Doravante, perguntarei menos...
Mentira! Não consigo... A dúvida é minha arte. Nada que faço advém de respostas... Você também é uma pergunta, mesmo buscando, também não quero respostas que dizem de você. Antitético isso, sim... Como todo não querer é um querer...
Abraço fraterno,

Stella  

Saiba mais sobre esta e as outras cartas: http://raquelamarante.blogspot.com/2011/03/cartas-nao-enviadas-n-0.html

Comentários

  1. Se sei que a resposta é triste prefiro a dor da duvida.


    Beijos querida!

    ResponderExcluir
  2. Porque quando se sente, não é necessário respostas, pois perguntas também são dispensáveis.

    ResponderExcluir
  3. Pergunta e Resposta afins de um fim, infinitamente sem-fim infinito.

    Sem saber, sem querer e sem porquês,
    isso de fazer "da dúvida uma arte" em seu abraço fraterno:

    filo Sofia...

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Você pode fazer comentários mesmo sem ter uma conta do Google ou sem ter um site. Basta clicar em Nome/URL, colocar seu nome e comentar. Sejam bem vindos! ;)

Postagens mais visitadas deste blog

Escurice Lispector

Se a palavra sangra o verso. É feminina! Vai homem abraçar seu protesto, que a mulher escreve mesmo é com a vagina. Escreve oh mulher no ápice da sinapse epiléptica. Escreve para além da forma estética. Escreve para além de qualquer forma... Na imensidão da quarta dimensão, diverge em nós, converge em nós, cega-nos! Tal clareia convidativa da fala hermética acende em nós, doce e poética escuridão do caminho que também é perder-se. Jazem poetinhas tolos. Jazem bárbaros e mouros. Ela, último espetáculo. Último crepúsculo. Da vírgula audaz. Do lirismo intacto. Da febre tão voraz de alma, de corpo, do existir para além dos dois. Sob sua palavra absorta, exorto: “Ou toca ou não toca” Mas se tocar, é morte em sentença apoplexia em aorta. Pois não se vive tamanho arroubo em vida medíocre. II Cai a noite escura Sobe estrela pura agora é a sua  hora. (Raquel Amarante) “Se eu tivesse mais alma pra dar eu daria , isso pra mim é viver ...”  (Linha do Equador - Comp.: D...

incólume

todos os dias é um arrependimento diferente eu nunca canso de me arrepender queria apenas ter ficado ali onde a coragem me bastava mas não houve jeito inquieta e não aceita um mental trejeito de retomar o que não faz canoa andar. será que eles não olham para trás? Para o rastro, para o erro Houve erro? Eu só queria não ter perguntas.