Pular para o conteúdo principal

Sede

                     
                                                   à Viktor Frankl

De vazio em vazio
se enche o copo
de nada.

(Raquel Amarante)

Comentários

  1. Adorei suas palavras, Raquel. No fundo, estamos sempre nos enchendo de nada!!! Fique fã. Vou seguir vc.

    ResponderExcluir
  2. Off: "diálogo interpoético"

    Humm... dizemos-lhe tacitamente, obrigado, daí vem que nos ouve e responde-nos, generosamente, "de nada", à 'Sede' vazia, de copo em copo, transbordada em nada da ressaca última, inefável, brindada em taça 'Sabor de vinho'...

    P.S.: [Ah, esses engenhosos e oblíquos poemas que teimam em travar surdina prosa à revelia dos seus donos. rs.]Coincidências...

    ResponderExcluir
  3. Como é bom ter um copo vazio e vê-lo encher-se todo de sentido...
    Como aprecio suas visitas, anônimo amigo.
    Sua delicadeza no trato das palavras me inspira tanto...
    É tão gostoso lê-lo...
    Ao contrário de mim, não aborta a harmônica musicalidade da sua poesia, minha poesia é prosa, sua prosa é poesia. Tão mais adorável... Leve... Solfa...
    Velejo no que escreve... Isto é que é ARTE...

    ResponderExcluir
  4. Eiiita...
    Não me encha tanto e de todo o copo de elogios, pois há de deixá-lo cheio e até transbordar de vaidade inglória.

    Mas, e bem ao contrário,
    Se eu pudesse, roubaria de ti todas as suas palavras e considerações fazendo delas as minhas mais simples e gentis apreciações a quem de novo restituiria, por mérito e valentia, para libar, no copo ou na taça do que é criação ou ilusão da vida, o néctar da sua íntima e vital poesia...

    com que sempre oferenda e brinda aos seus leitores.

    ResponderExcluir
  5. Aqui é jóia também!!!! Gosto do copo vazio...

    Feliz domingo!!

    :o)

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Você pode fazer comentários mesmo sem ter uma conta do Google ou sem ter um site. Basta clicar em Nome/URL, colocar seu nome e comentar. Sejam bem vindos! ;)

Postagens mais visitadas deste blog

Escurice Lispector

Se a palavra sangra o verso. É feminina! Vai homem abraçar seu protesto, que a mulher escreve mesmo é com a vagina. Escreve oh mulher no ápice da sinapse epiléptica. Escreve para além da forma estética. Escreve para além de qualquer forma... Na imensidão da quarta dimensão, diverge em nós, converge em nós, cega-nos! Tal clareia convidativa da fala hermética acende em nós, doce e poética escuridão do caminho que também é perder-se. Jazem poetinhas tolos. Jazem bárbaros e mouros. Ela, último espetáculo. Último crepúsculo. Da vírgula audaz. Do lirismo intacto. Da febre tão voraz de alma, de corpo, do existir para além dos dois. Sob sua palavra absorta, exorto: “Ou toca ou não toca” Mas se tocar, é morte em sentença apoplexia em aorta. Pois não se vive tamanho arroubo em vida medíocre. II Cai a noite escura Sobe estrela pura agora é a sua  hora. (Raquel Amarante) “Se eu tivesse mais alma pra dar eu daria , isso pra mim é viver ...”  (Linha do Equador - Comp.: D...

incólume

todos os dias é um arrependimento diferente eu nunca canso de me arrepender queria apenas ter ficado ali onde a coragem me bastava mas não houve jeito inquieta e não aceita um mental trejeito de retomar o que não faz canoa andar. será que eles não olham para trás? Para o rastro, para o erro Houve erro? Eu só queria não ter perguntas.