Uma formiga agonizante na pia remexe as pernas como se pedisse ajuda. Luta para viver. Luta para escapar. Como se desculpar com uma formiga que escolhe um caminho que ela nunca imaginaria que pudesse lhe matar? O que leva essa distraída, essa louca dessa formiga a se aventurar num braço humano assim?! Seria pra fugir da água? Seria para fugir de outro tipo de morte? Perdoe-me formiga, quando dei por mim já lhe tinha esfregado minha mão direita sem jamais imaginar que lhe atingiria os órgãos vitais. Não, não me sinto alguém maior, superior, um deus capaz de recortar seu ciclo de vida. Na verdade, sinto uma fatalidade tão profunda que parece que era minha vida ali extraída. Na verdade, me dói, você viu! Você viu que eu tentei de modo bem desajeitado uns primeiros socorros. Eu tinha uma esperança enquanto você mexia os membros inferiores de que haveria possibilidade de reatar a vida, você lutou por ela! Quem diria, nem eu, nem você, que a vida findaria ali, no mais simples e nu do cotidia...
O escritor pode brincar com as palavras, escrever algo para que o outro leia diferente... O poeta tem asas nos pés, voa por onde quer!
ResponderExcluirBeijokas doces Raquel e uma semana maravilhosa.
Se você conseguir voar com a mesma leveza e beleza com a qual escreve seus poemas, minha linda, você ganhará céus e terra!
ResponderExcluirAdoro seu espaço.
Bjks da fã.
Se você conseguir voar com a mesma leveza e beleza com a qual escreve seus poemas, minha linda, você ganhará céus e terra!
ResponderExcluirAdoro seu espaço.
Bjks da fã.
As palavras emanadas de sua poesia perfazem bem mais que dois sentidos. São textos múltiplos, vivos a partir daqui.
ResponderExcluir... e nas tuas asas estão os mais fascinantes e audazes voos!!!
ResponderExcluirBeijos,
AL
"A dualidade das mais palavras..."
ResponderExcluirde voz mutável, som mutante, "ambulante", cantarolando, esvoaçando sentidos tão único e sempre outro como o próprio rio do ar.
Mas para voar é preciso que as asas possam bater na mesma sintonia do tempo, e que de tão unidas são como dois seres alados confundidos, e afinal fundidos, no ritmo único do vôo da dualidade.
A poetisa de versos esvoaçantes que tão bem cantou o võo das coisas duais, múltiplas e fugídias assim bateu versos: "Tem sangue eterno a asa ritmada..."
Ah, poetisa Raquel, e não é de estranhar que as suas asas falem a mesma língua para voar em dualidades.
trago
ResponderExcluirna têmpora da memória
esse âmbito de seda
onde a aurora se traduz
em presságios da alma -
eis-me aqui
lavrador de mim mesmo
sobre a ossatura curva
e dura
dis-
traído com as unhas
dessas desassossegadas rimas
como os nervosos
fios da meada
que se estendem teia-à-teia
em formas de tentáculos
nas veias mais profundas
e rasas
expulsando-me
os (a)braços longos
entre o turvo olhar
e o denso olhar
do pôr-de-sol...
Somos loucos sonhadores! As asas são os adereços dos grandes sonhadores.E você cara amiga com certeza tem lindas asas para voar.O teu Blog prova isto.
ResponderExcluirTenhas uma semana linda e feliz.Bjs Eloah
Adorei te visitar hoje, apareça!
ResponderExcluirbjs
Sandra
http://projetandopessoas.blogspot.com//