Uma formiga agonizante na pia remexe as pernas como se pedisse ajuda. Luta para viver. Luta para escapar. Como se desculpar com uma formiga que escolhe um caminho que ela nunca imaginaria que pudesse lhe matar? O que leva essa distraída, essa louca dessa formiga a se aventurar num braço humano assim?! Seria pra fugir da água? Seria para fugir de outro tipo de morte? Perdoe-me formiga, quando dei por mim já lhe tinha esfregado minha mão direita sem jamais imaginar que lhe atingiria os órgãos vitais. Não, não me sinto alguém maior, superior, um deus capaz de recortar seu ciclo de vida. Na verdade, sinto uma fatalidade tão profunda que parece que era minha vida ali extraída. Na verdade, me dói, você viu! Você viu que eu tentei de modo bem desajeitado uns primeiros socorros. Eu tinha uma esperança enquanto você mexia os membros inferiores de que haveria possibilidade de reatar a vida, você lutou por ela! Quem diria, nem eu, nem você, que a vida findaria ali, no mais simples e nu do cotidia...
Poético !
ResponderExcluirBjo :)
Raquel,
ResponderExcluirQue lindo isso...
Faço das tuas palavras, as minhas,
Não sei nadar de amor... Eu apenas sei me afogar dele
e o amor submerge,
ResponderExcluirbeijo
Querida amiga
ResponderExcluirGosto de palavras
assim.
que chegam simples
e nos inundam
de sentimentos.
Lindo ver
como seu blog,
fica cada vez
mais belo,
repleto de essências,
e de vida,
maravilhosa vida.
Que os sonhos te habitem
o coração, sempre...
Este não-saber te salvaou para a escrita. Nada que por nadar te recomplete de vida. Adorei o que li!
ResponderExcluirSaudações poéticas,
Leonardo Valente
http://lioh.arteblog.com.br/
Entrei no seu blog por acaso, via twitter, e quando li essas três frases justapostas, disse pra mim mesmo: -Meu Deus, o que é isso? (R. -Talento)
ResponderExcluirAgradeço o carinho dos blogueiros...
ResponderExcluirSejam mto bem vindos Leonardo e André!!!
O varal fica mais belo com a presença de vcs!
Aluísio, suas visitas sempre me deixam mto feliz!!! Alê, tava com saudades!
ResponderExcluirBjo Dani! Bjo mestre Assis!
ResponderExcluirSereias, escafandristas, monstros marinhos...
ResponderExcluirOferendas à deriva no mar,
nadar e nada de amar, ainda que a seja a nau frágil, pois o amor se salva, de nada nadar é amor...
Ah, poetisa, como a sua sensibilidade deixa-me boiando de pasmo como um marinho de primeira viagem quando que em alto mar se descobre em intempérie missão quando lhe vejo com que denodo de pirata das águas poéticas vai sulcando as ondas e pilhando embarcações inteiras de palavras para poder resgatar das profundezas do mar tesouros perdidos de poéticos "nau frágil".
Ai, como merguhar neste mar de palavras é bom quando se tem lindos amigos marinhos... Bjo querida!
ResponderExcluirEu fico é naufragada por aí nesses arquipélagos de amor.
ResponderExcluirUm beijo
Perfeito!Adoro poetrix!Que bom ter descoberto seu blog!
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