Já não tão claros, os horizontes.
Sob coronéis, sob picaretas,
jaz, buracos aos montes.
(Raquel Amarante - 2011)
"Quem medirá o calor e a violência do coração dos poetas quanto capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?" (Virginia Woolf)
Arguto retrato histórico, crítico e poético de um horizonte que não mais, e que talvez agora jaz somente na lembrança amarela de montes que outrora clareou, clareou...
ResponderExcluirCanta a tua aldeia, querida poetisa, para assim acalentá-la, assim despertá-la, assim transformá-la... Aldeia esta que, apesar dos coronéis, apesar dos picaretas, jazida e engolida em buracos que, no entanto, dizem tremer imprevisivelmente.
:) Que belo...
ResponderExcluirEm mim se inscrevem montes claros de alegria, quando aos varais concede a presença em poesia.
Gracías...
ResponderExcluirPois no trem azul, com o sol na cabeça, um dia eu vou-me embora
pro rincão dos varais poéticos
encontrar também montes claros de alegria...
É já não tão claros os horizontes, mas a esperança há de persistir.
ResponderExcluirBelo final de semana! Bjs Eloah
sob picaretas já não são tão belos os horizontes.
ResponderExcluir