Uma formiga agonizante na pia remexe as pernas como se pedisse ajuda. Luta para viver. Luta para escapar. Como se desculpar com uma formiga que escolhe um caminho que ela nunca imaginaria que pudesse lhe matar? O que leva essa distraída, essa louca dessa formiga a se aventurar num braço humano assim?! Seria pra fugir da água? Seria para fugir de outro tipo de morte? Perdoe-me formiga, quando dei por mim já lhe tinha esfregado minha mão direita sem jamais imaginar que lhe atingiria os órgãos vitais. Não, não me sinto alguém maior, superior, um deus capaz de recortar seu ciclo de vida. Na verdade, sinto uma fatalidade tão profunda que parece que era minha vida ali extraída. Na verdade, me dói, você viu! Você viu que eu tentei de modo bem desajeitado uns primeiros socorros. Eu tinha uma esperança enquanto você mexia os membros inferiores de que haveria possibilidade de reatar a vida, você lutou por ela! Quem diria, nem eu, nem você, que a vida findaria ali, no mais simples e nu do cotidia...
oi Raquel, adorei sua página. sempre visitarei. bjs
ResponderExcluirdiego
Viu-se personificado
ResponderExcluirao saber que a vida é um teatro
e que o mundo,
o seu grande palco.
E dos dias fez seu roteiro,
das horas seu ato
e dos instantes sua cena
descobrindo que a vida, afinal,
valia a pena.
Misturou todas as artes,
pintou todas as sete.
Teatralizou quando proseava,
proseava quando versejava
e versejava quando cine assistia
seu atro puro teatro.
Dramatizou sua mortal comédia,
comediou, descomedido,
sua vital tragédia.
Fez da vida um roteiro
uma fábula, uma epopéia.
Trocou máscaras,
perdeu-as, confundiu-as, transformou-as,
principalmente.
- Sem, no entanto,
deixá-las cair. -
Na incorporação da alma
da farsa e personificação
da sua essência
de homem que se aturou...
"toda a pólis aplaudiu DE PÉ"
P.S.: Perdoe, ó querida poetisa, a esse monólogo monótono de uma cena só bebido no seu roteiro.
:) Ameiiii
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