Uma formiga agonizante na pia remexe as pernas como se pedisse ajuda. Luta para viver. Luta para escapar. Como se desculpar com uma formiga que escolhe um caminho que ela nunca imaginaria que pudesse lhe matar? O que leva essa distraída, essa louca dessa formiga a se aventurar num braço humano assim?! Seria pra fugir da água? Seria para fugir de outro tipo de morte? Perdoe-me formiga, quando dei por mim já lhe tinha esfregado minha mão direita sem jamais imaginar que lhe atingiria os órgãos vitais. Não, não me sinto alguém maior, superior, um deus capaz de recortar seu ciclo de vida. Na verdade, sinto uma fatalidade tão profunda que parece que era minha vida ali extraída. Na verdade, me dói, você viu! Você viu que eu tentei de modo bem desajeitado uns primeiros socorros. Eu tinha uma esperança enquanto você mexia os membros inferiores de que haveria possibilidade de reatar a vida, você lutou por ela! Quem diria, nem eu, nem você, que a vida findaria ali, no mais simples e nu do cotidia...
Ora, Raquel, o problema deve estar
ResponderExcluirno fato de que cada um se sente no
direito de lhe fazer esta pergunta,
e quando ela se designa a vir lhe
responder pessoalmente, leva-o
consigo e aí já era, tudo acabou. E o segredo somente sabe quem partiu desta pra outra e ouviu-o dos frios lábios da dita cuja, sem mais.
rsrs.
rsrs
ResponderExcluirela podia ser suicida, então...
Excelente idéia, ou solução, talvez,
ResponderExcluirque resolveria boa parte dos
males da humanidade que merece até
fazer parte do nosso top five de
consertos do mundo.
Entretanto, ó não, se a morte
se suicidasse, a vida morreria
de saudades!
E como a gente viveria?
Saudades não matadas são muito mais suicidas... :/
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