Uma formiga agonizante na pia remexe as pernas como se pedisse ajuda. Luta para viver. Luta para escapar. Como se desculpar com uma formiga que escolhe um caminho que ela nunca imaginaria que pudesse lhe matar? O que leva essa distraída, essa louca dessa formiga a se aventurar num braço humano assim?! Seria pra fugir da água? Seria para fugir de outro tipo de morte? Perdoe-me formiga, quando dei por mim já lhe tinha esfregado minha mão direita sem jamais imaginar que lhe atingiria os órgãos vitais. Não, não me sinto alguém maior, superior, um deus capaz de recortar seu ciclo de vida. Na verdade, sinto uma fatalidade tão profunda que parece que era minha vida ali extraída. Na verdade, me dói, você viu! Você viu que eu tentei de modo bem desajeitado uns primeiros socorros. Eu tinha uma esperança enquanto você mexia os membros inferiores de que haveria possibilidade de reatar a vida, você lutou por ela! Quem diria, nem eu, nem você, que a vida findaria ali, no mais simples e nu do cotidia...
MST...
ResponderExcluirMST...
ResponderExcluirSerá que entendi?!
ResponderExcluir"Terra, Terra,
até o mais distante
dos errantes navegantes
jamais te esqueceria"...
Ser - sem - terra,
mas, para não te arar,
e sim, te pisar;
não te afagar, te afogar;
não te semear, te tripudiar,
e dos teus frutos colherá
o jóio, sua jóia...
Mas lutará por ti, e por amor,
amor de raiz, profundo,
a sete palmos.
FRUTA QUE PARTIU! Amei esta sua poesia!! *-*
ResponderExcluirPerfeita...
Você entrou aqui dentro do meu peito, só pode!
Em contrário, ó poetisa!
ResponderExcluirVocê que invadira o nosso peito
em pura invasão, fazendo arrastão
do nosso chão, agora sua possessão
da nossa, também sua, terra arrasada...
P.S.: Sua poesia faz a gente ficar
sem chão, sabia?
E sua poesia nos faz ficar sem chão...
ResponderExcluirDeve ser porque, de tão extra lunar, eu não piso no chão...
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