Uma formiga agonizante na pia remexe as pernas como se pedisse ajuda. Luta para viver. Luta para escapar. Como se desculpar com uma formiga que escolhe um caminho que ela nunca imaginaria que pudesse lhe matar? O que leva essa distraída, essa louca dessa formiga a se aventurar num braço humano assim?! Seria pra fugir da água? Seria para fugir de outro tipo de morte? Perdoe-me formiga, quando dei por mim já lhe tinha esfregado minha mão direita sem jamais imaginar que lhe atingiria os órgãos vitais. Não, não me sinto alguém maior, superior, um deus capaz de recortar seu ciclo de vida. Na verdade, sinto uma fatalidade tão profunda que parece que era minha vida ali extraída. Na verdade, me dói, você viu! Você viu que eu tentei de modo bem desajeitado uns primeiros socorros. Eu tinha uma esperança enquanto você mexia os membros inferiores de que haveria possibilidade de reatar a vida, você lutou por ela! Quem diria, nem eu, nem você, que a vida findaria ali, no mais simples e nu do cotidia...
"Quem medirá o calor e a violência do coração dos poetas quanto capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?" (Virginia Woolf)
A ética é estética
ResponderExcluirNão estática
Erra, se perdoa, se ama
PS: Olá, querida poetisa.
Após algum tempo é com grande
alegria que retorno aos seus varais
e me deparo com mais uma belíssima peça...
deixo beijos e meu novo blog
ResponderExcluirhttp://parasuafantasia.blogspot.com.br/
:) bem vindo, novamente!!!
ResponderExcluireu concordo com seus versos...
Escancaro apenas o amor qdo cego pela beleza. No plano do ideal, não vê nada além do belo. Perdoa de imediato e ainda se sente culpado pelo que lhe fizeram. Poetas românticos, e musas todas...
Ingrid, mto tempo sem te ver. Vou dar uma visitada. BJO
ResponderExcluir