Uma formiga agonizante na pia remexe as pernas como se pedisse ajuda. Luta para viver. Luta para escapar. Como se desculpar com uma formiga que escolhe um caminho que ela nunca imaginaria que pudesse lhe matar? O que leva essa distraída, essa louca dessa formiga a se aventurar num braço humano assim?! Seria pra fugir da água? Seria para fugir de outro tipo de morte? Perdoe-me formiga, quando dei por mim já lhe tinha esfregado minha mão direita sem jamais imaginar que lhe atingiria os órgãos vitais. Não, não me sinto alguém maior, superior, um deus capaz de recortar seu ciclo de vida. Na verdade, sinto uma fatalidade tão profunda que parece que era minha vida ali extraída. Na verdade, me dói, você viu! Você viu que eu tentei de modo bem desajeitado uns primeiros socorros. Eu tinha uma esperança enquanto você mexia os membros inferiores de que haveria possibilidade de reatar a vida, você lutou por ela! Quem diria, nem eu, nem você, que a vida findaria ali, no mais simples e nu do cotidia...
Qualquer pronome de tratamento soaria de formalidade ignóbil, sem a menor valentia.
ResponderExcluirNada a Valentina.
Ah, essas duas amigas, parece que não há entre elas o mais pueril pronome pessoal, mas o que elas não sabem é que, uma e outra são mercê, ou melhor, vossa mercê de cada uma.
Estas amigas quejandas. [...]
rsrsrs
ResponderExcluirEla não dá trégua de seu poderio...
Mais uma magnificência distorção: Pode-se dizer que uma é da outra o seu poderio amigo.
ResponderExcluirStella, ela é a seu irritante interstício de hermética intimidade, mas tem valência, sua valente amiga Valentina.
Valentina, por outro lado, ela é pra vc toda diferença e falta de intimidade, não obstante isso vc não perceba, justamente por não perceber isso, ela se faz em sua vida uma amiga Stella guia. [...]
rs
ResponderExcluirCurti!
Então curtamo-nos solenemente sem um tratamento pessoal de pronome intimidade:
ResponderExcluirEu? Stella!
Tu? Valentina!
Ela? Raqu...
(...)! Anôn... ?
OK!
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